Barbear Tradicional

Versão completa: Minha visão sobre a agressividade e eficiência das Safety Razors
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A agressividade de uma safety razor é comumente o fator que nos deixa mais curiosos em relação a um determinado aparelho. Mas o que vem a ser essa agressividade? De onde ela vem? Por que ela é importante? Qual a relação dela com a eficiência de uma máquina? E a suavidade, o que tem a ver com isso tudo?


Os termos específicos utilizados no wetshaving são vários e muitas vezes estão sujeitos a uma interpretação mais pessoal do que qualquer outra coisa. E isso é fácil de entender, as experiências pessoais contam mais do que algo que se lê por aí. A forma como entendemos o barbear é, novamente, muito pessoal. Então, nesse tópico vou explicar o que EU quero dizer com cada um desses termos, assim evito um pouco de confusão.


Mas queria deixar claro desde de já que essa descrição desses termos é o que eles significam para mim, e o que quero dizer com cada um deles durante o texto. Para outras pessoas o significado pode ser bem diferente.


O primeiro e mais importante para esse tópico é a agressividade. Bem, esse talvez seja o mais fácil de se assimilar quando começamos a ler sobre o assunto. É o quanto uma SR é agressiva em relação ao barbear e a pele. Uma SR agressiva vai ter uma tendência maior a agredir a pele, e em momentos de distração causar algum machucadinho, ponto de sangue e afins. Isso não quer dizer que uma SR agressiva não vai produzir um barbear super confortável ou que sempre vai tirar sangue. Tudo depende da pele, de como a máquina é utilizada e da técnica. Se você usar força ou exagerar na quantidade passadas é muito mais provável que vá terminar com irritação com uma máquina agressiva, mas dosando bem, o resultado pode também ser o melhor possível. Novamente, tudo depende da pele, da técnica e da forma que é utilizada. Os tipos de sensações que uma máquina agressiva PODEM gerar são uma sensação de arranhar a pele, desconforto na hora da passada, pontos de sangue mágicos que aparecem e por aí vai...


Um outro termo muito utilizado é a eficiência. E essa é a característica que mais importa para mim numa SR. Muitas vezes ficamos tentados a misturar eficiência com agressividade, mas são duas coisas bem distintas. Um erro muito comum que podemos cometer no início, e me incluo nessa, é achar que apenas máquinas agressivas vão ser eficientes. Eu sempre procurei máquinas super eficientes, isso pois tenho um crescimento de barba meio sacana, então só olhava para as máquinas agressivas no começo. Com o tempo fui entendendo melhor as coisas e consegui desvincular as duas ideias. O quero dizer então com eficiência? É basicamente o que o próprio nome diz mesmo, é a eficiência da máquina em retirar os pelos. Quanto mais pelos ou quanto mais profundo esses pelos são cortados com uma passada indica para mim que uma máquina é mais eficiente. Se eu faço uma passada no sentido de crescimento do pelo e ficam alguns pelos “inteiros” para trás essa máquina pode não ser muito eficiente ou então estou usando um ângulo errado. Agora, se nessa mesma passada não fica nada no rosto e o pelos são cortados super próximos da base então tenho uma máquina que considero eficiente. Mas uma coisa é muito importante, uma máquina eficiente não é necessariamente uma máquina agressiva e vice versa. Existe claro uma tendência, quanto mais agressiva uma máquina mais eficiente ela tende a ser, mas isso não é nem de longe uma regra. Existem várias máquinas suaves e super eficientes, da mesma forma que existem máquinas bastante agressivas e pouco eficientes. Então acho muito importante entender que apesar da relação ser próxima entre eficiência e agressividade as duas são desvinculadas.


Por fim queria falar um pouco sobre a suavidade. Mas esse termo não tem muito segredo. Se uma máquina tende a não agredir a pele, se permite erros e se tem uma tendência maior a produzir barbeares sem irritações, cortes e pontos de sangue essa é uma máquina suave. Uma máquina suave ideal, na minha concepção, seria uma em que se passa pelo rosto e nem parece que está cortando. Mas esse aqui é novamente um termo muito relativo. Uma SR pode ser super agressiva para uma pessoa e para outra passar a sensação de ser a mais suave do mundo. Tudo depende da forma como se usa e da pele. A suavidade não é necessariamente o contrário de agressividade no mundo do wetshaving, embora, claro, exista uma tendência de antagonismo entre as duas sensações.


Depois desse lenga lenga todo preciso agora explicar alguns parâmetros que vou usar daqui para frente. Da mesma forma como fiz acima vou descrever o que quero dizer com cada um deles.


Existem alguns parâmetros muito importantes em uma SR quando queremos avaliar o quanto ela é agressiva, eficiente, suave e por aí vai... Os que acho mais importantes são o blade gap, exposição da lâmina, ângulo da lâmina e vibração da lâmina. Então primeiro vou definir como vou usar cada um desses termos e mais para frente vou tentar mostrar a relação de cada um deles com a agressividade (ou suavidade) de uma SR.


Desses parâmetros o mais utilizado, de longe, é o blade gap, ou simplesmente gap, e isso tem uma razão bem simples. É o mais fácil de medir e de se obter informações sobre. Nós temos disponíveis o gap de praticamente todas as SRs, e se a empresa fornecedora não disponibiliza, alguém já foi lá e mediu. Ele indica a distância entre o fio da lâmina e o baseplate. Uma definição legal que vi uma vez é que o gap indica o tamanho da mordida de uma máquina, e é basicamente isso mesmo, é o quanto de rosto e barba que cabem entre a lâmina e o baseplate. Eu peguei uma imagem no site da Tatara Razor e fiz algumas modificações para exemplificar o que estou falando. Segue abaixo então uma imagem para demonstrar o que seria o gap.


[Imagem: nTqB1v7.jpg]


Outro parâmetro muito importante é o ângulo que a lâmina faz com relação ao plano da SR que toca o rosto. Quanto maior for esse ângulo, mais curvada estará a lâmina e quanto menor for o ângulo mais “reta” ela estará. Segue abaixo novamente uma imagem para mostrar isso.


[Imagem: xUIL49G.jpg]


A exposição da lâmina é para mim o parâmetro mais importante em uma SR. Como o próprio nome já diz, é o quanto a lâmina vai estar exposta em relação ao plano que toca o rosto. Na primeira imagem abaixo dá para ver que nesse caso a lâmina termina antes do plano que toca o rosto, ou seja, nesse caso ela possui uma exposição negativa. O mais comum, no entanto, é que a lâmina termine depois do plano que toca o rosto, ou seja a lâmina fica pra fora do plano. Nesse caso dizemos que a SR tem uma exposição positiva, como no caso da segunda imagem para a DE89. E por fim temos as SR em que a lamina fica exatamente no plano que toca o rosto, que é a exposição neutra.


Exposição negativa:

[Imagem: zDqgi1u.jpg]

Positiva:

[Imagem: 470ssv7.jpg]

Neutra:

[Imagem: jwRSLvg.jpg]


A vibração da lâmina é bem fácil de entender e nem tem muito o que explicar, é o quanto a lâmina vibra ao passar pelo rosto. Muitas coisas influenciam na vibração das lâminas, por exemplo o quanto ela está pra fora do top cap (que também é chamado de exposição da lâmina, mas não vou tratar disso nesse tópico), o quanto ela está curvada (ou torcida no caso das Slants), como o baseplate a prende e muitas outras coisas. Existem SRs em que a lâmina vibra tanto ao passar pelo rosto que parece que ela vai até voar, e existem SR que fixam a lâmina tão bem que não se sente nenhuma vibração. Quanto mais próximo ao gume da lâmina fica o último ponto de contato com o baseplate menos uma lâmina vai vibrar. Essa é a tendência de design moderna que tem sido utilizada. E quanto mais torcida ou curvada estiver uma lâmina maior vai ser a tensão sobre esta e portanto, vai apresentar também uma menor vibração.


Bem, agora que já defini o que quero dizer com cada um dos termos para descrever uma SR e seus parâmetros posso começar a falar sobre o assunto desse tópico. Ou seja, como cada parâmetro desses influencia na agressividade de uma SR.


Existe sempre a ideia de relacionar o gap de uma SR a sua agressividade, e eu quero aqui justamente tentar modificar essa concepção. Como exemplo para discutir sobre esse assunto gostaria de começar com a famosa Blackland Blackbird. A Blackbird é conhecida por ser uma máquina significativamente agressiva e super eficiente, numa escala de agressividade e de 1 a 10 eu a colocaria entre 7 a 8. Ok, mas por que estou citando ela? O gap da Blackbird é de apenas 0,58 mm. Vou mostrar aqui agora alguns blade gaps para termos uma referência de valores. A Gillette Tech é super famosa por ser uma das SR mais suaves por aí e seu gap é de 0,56 mm, muito próximo da Blackbird. Outras duas SR interessantes para essa discussão são a Muhle R89 e a Merkur 34C. O gap das duas é respectivamente 0,76 e 0,71mm, significativamente maiores que o da Blackbird, mas ainda sim são SR consideradas pela maioria das pessoas como bastante suaves. Porque então o gap não nos dá tanta informação? Vou colocar uma foto da Blackbird aqui em baixo para discutir sobre isso:


[Imagem: 7hIS4II.jpg]


Nessa foto marquei de vermelho o gap do aparelho e de azul a distância efetiva que a lâmina fica do ponto em que o baseplete toca o rosto. Como dá para ver a diferença entre os dois e significativa. O espaço real entre a lâmina e o baseplate na hora do barbear é muito maior que os 0,58 mm. E isso é verdade para todas as máquinas. O que poderíamos chamar de "gap efetivo" é diferente do gap real do aparelho, e em todos os casos ele será maior. O desenho e formato do aparelho então passam a ser BEM mais relevantes que o valor do gap entre a lâmina e o basplete. E isso é apenas um dos fatores que vai influenciar a agressividade. Outro exemplo muito legal para falar sobre o assunto é a R41 modelo de 2011. O gap da R41 é de 0,23 mm. Mas pera aí, como pode um dos aparelhos mais agressivos de todos ter um gap tão pequeno? Como disse o desenho e formato é muito importante. Olhe essas imagens abaixo da R41.


[Imagem: wpTbuUP.jpg]

[Imagem: 0WFnmdU.jpg]


Na primeira está realçado o gap do aparelho, e dá para perceber é muito pequeno! Na segunda coloquei uma linha representando uma das possíveis formas de utilização, seguindo o ângulo do top cap, e podemos ver que o gap nesse caso é efetivamente infinito, semelhante a um navalhete. Dependendo de como se usa a R41 o baseplate sequer toca o rosto. Novamente temos um caso em que o gap está longe de representar a agressividade de um aparelho.


Então o gap não serve para nada? Não é bem assim. Ele nos dá uma ideia de como a SR vai se comportar, e analisando ele junto com outros parâmetros como a exposição da lâmina e o desenho do aparelho podemos ter uma ideia de como a máquina vai proceder. Mas se formos analisar maquinas parecidas, ou mesmo ajustáveis onde o desenho não varia, aí sim o gap indica bem qual aparelho ou ajuste tende a ser mais agressivo. Quando o desenho passa a não ser mais importante o gap é uma ótima referência. Mas avaliando máquinas com desenho diferentes esse parâmetro perde um pouco sua função.



Resumindo tudo aqui então, o valor do gap não indica a agressividade de uma SR, nem sua eficiência. O valor do gap sozinho nos dá pouca informação sobre como uma máquina vai se comportar. Por conta disso também algumas empresas tem parado de divulgar esses valores, como é o caso a própria Blackland ou a Charcoal Goods que por exemplo, atualmente apenas falam em termos de agressividade geral. A justificativa deles é de que os consumidores tendem a utilizar apenas o gap como parâmetro de agressividade e acabam errando as vezes nas comprar por isso.

 
Um parâmetro que nos dá bem mais informação sobre a agressividade de um aparelho que o gap é a exposição da lâmina, mas infelizmente poucas empresas divulgam os números então acaba tendo que ser uma análise mais no visual mesmo (destaco aqui a Tatara e a Razorock que disponibilizam essa informação). Quanto mais exposta uma lâmina, ou seja quanto mais para fora do plano que toca o rosto mais “fundo” essa lâmina vai ir contra a pele. Então existe uma correlação mais clara entre a exposição e a agressividade. Não é uma relação 100%, já que esse não é o único parâmetro importante, mas nesse caso é mais fácil de imaginar como uma SR vai se comportar olhando para a exposição.


Primeiro vou mostrar aqui algumas fotos da exposição da lâmina de alguns aparelhos. Inicialmente temos a R41 de 2013 e a Ikon tech. Duas SRs super famosas pela agressividade. Como dá pra ver a R41 tem uma exposição claramente positiva e grandinha, o que reflete na sua grande agressividade. A iKon Tech então tem uma exposição super positiva, e não é à toa que é considerada por muitos como a SR mais agressiva de todas. Safety razors com exposição muito grande de lâmina tem uma forte tendência a ser mais agressivas.


[Imagem: 0ptgp2l.jpg]


Outro exemplo é o que já mostrei acima, a R89 tem uma exposição apenas levemente positiva. Ela não vai ficar cutucando seu rosto a cada passada, mas não deixa de ter um contato significativo. Agora olhem essa foto da Rockwel com o plate 2.


[Imagem: l87DL8t.jpg]


Dá pra ver que nela a exposição é bastante negativa. Ou seja a lâmina toca o rosto com menos força. Quando colocamos a SR contra o rosto este da uma arqueada para dentro, então mesmo que a exposição seja negativa a lâmina continua tocando o rosto. Mas exposições negativas tem uma forte tendência produzir maquinas bem mais suaves.


Resumindo, quanto maior a exposição da lâmina maior a tendência da SR ser mais agressiva.


Agora que já discuti esses dois primeiros parâmetros posso chegar em um ponto legal. Vamos tentar juntar as duas coisas. Quando estava descrevendo o gap disse que ele podia ser pensado como o tamanho da mordida de uma SR. E realmente funciona desse jeito, mas temos que pensar também nos “dentes” dessa mordia. Se a SR tem um gap grande, mas tem uma exposição da lâmina pequena ou mesmo negativa, ela vai ser uma máquina mais suave. Ela vai te dar uma bocada grande mas vai ser como se fosse uma mordida de leve. Mas se a boca for grande (gap) e os “dentes” (lâmina) estiverem bem para fora, aí sim a agressividade pode aparecer mais fortemente. E o contrário vale também, Se nós tivermos uma SR com um gap pequeno, como na Blackbird, mas com uma exposição muito positiva ela vai ser uma máquina mais agressiva e se tiver um gap pequeno e uma exposição pequena vai tender a ser uma máquina suave como os plates iniciais da Rockwell. Um exemplo interessante é esse da foto abaixo. Essa é uma Fine Marvel. Ela tem um gap MUITO grande, de 0,95 mm, mas uma exposição levemente negativa. Apesar de ter uma exposição negativa ela tem um gap muito grande, que permite que o rosto arqueie muito para dentro. Ela é MUITO eficiente e é muito confortável.  Outra coisa que permite esse conforto é a grande curvatura da lâmina, e isso vamos ver no próximo parágrafo.


[Imagem: uOFM8RU.jpg]


Vamos agora falar sobre o ângulo que a lâmina faz com relação ao plano que toca o rosto. Quanto mais próxima a lâmina estiver do plano que toca o rosto mais “deitada” ela vai estar e quanto mais deitada uma lâmina passa sobre o superfície mais suave é o corte dela, isso acontece em maquinas que curvam mais as lâminas. O contrário também é verdade, quanto mais distante do plano a lâmina estiver mais “em pé” ela vai estar em ao invés de apenas cortar ela também vai raspar um pouco a superfície, aumentando a sua sensação de agressividade e desconforto, isso é comum em maquinas que curvam pouco a lâmina como a própria R41 ou a Fatip.


[Imagem: oI9bZhZ.jpg]


Assim como nos caso anteriores isso sozinho não vai indicar se uma SR vai ser agressiva ou não, pois isso pode ser corrigido com o controle do ângulo de utilização da SR. Mas uma SR que curva mais a lâmina tem uma maior tendência a ser suave que uma que curva pouco a lâmina, devido a menor sensação de raspagem. E a junção desse ângulo com o formato do cabeçal indica as melhores formas e posições de se utilizar um SR. Cada SR tem um ângulo ideal para maximizar o confronto em uso, mesmo um SR que curva pouco a lâmina como a R41, se for utilizada muito deitada, pode apresentar um ângulo interessante e isso é corrigido na “mão”.


Gostaria de falar também da vibração da lâmina. Quanto menos firme uma lâmina fica presa à SR mais ela pode vibrar. Quando uma lâmina vibra durante o uso é causado um movimento de vai e vem pelo rosto e isso causa desconforto em muitas pessoas. A sensação de raspagem fica muito aparente e por conta do movimento da lâmina pontos de sangue podem surgir magicamente. Então aqui é fácil de concluir, quanto mais uma lâmina vibra maior a tendência da máquina em ser agressiva ou desconfortável. Para evitar a vibração da lâmina algumas coisas podem ser feitas no projeto. Primeiramente pode-se prender ela bem com o baseplate, um exemplo legal disso são as SR da Timeless, as ficam presas por baixo e por cima até quase a ponta, ou a Tatara que foi utilizada nas fotos iniciais desse tópico. Outra coisa é curvar muito a lâmina como dito anteriormente, e essa é uma as principais vantagens das Slants.


Timeless:
[Imagem: ePEweYX.jpg]

Merkur 37C (Slant):
[Imagem: DgZLVqa.jpg]



Para finalizar esse tópico gostaria de discutir as máquinas ajustáveis. Nelas acontece algo interessante por razões geométricas. Quando aumentamos o Gap em máquinas ajustáveis automaticamente aumentamos também a exposição da lâmina e do ângulo da lâmina em relação ao rosto. Olha esse exemplo abaixo sobre os Gaps 2, 4 e 6 da Rockwell.

#2:
[Imagem: l87DL8t.jpg]


#4:
[Imagem: IIoOkgf.jpg]


#6:
[Imagem: jwRSLvg.jpg]


Mudança de ângulo:

[Imagem: FktJaf3.png]



Como dá para ver, junto com um aumento do gap temos um aumento consequente da exposição da lâmina e do ângulo. E isso é pura geometria. Um aumento do gap ocasiona um mudança o ângulo que a máquina faz ao tocar o rosto, e por conta disso a lâmina fica cada vez mais para a frente. Pensem como se estivéssemos mexendo com lados de um triangulo. No caso das ajustáveis então, com aumento do “número” dela temos um aumento de quase todas as características que influenciam na agressividade. Aqui fica bem fácil de relacionar, quanto maior o ajuste mais agressiva será a SR. Muitas vezes pensamos que apenas o gap varia com o aumento do ajuste, mas isso não é o único fator em jogo. E o aumento do gap muda a posição do baseplate em relação ao top cap, por conta disso, o ângulo que a máquina faz em relação ao rosto também é modificado, independente do mecanismo que é utilizado para aumentar esse gap. O ângulo da lâmina em relação ao top cap e em relação a SR de modo geral não muda, mas seu ângulo em relação ao rosto muda por consequência do aumento do gap. O desenho foi meio exagerado para mostrar isso, a diferença não é tão grande, mas tentei deixar o mais visível possível.


 
Bem, falei demais como sempre. Mas essa é a minha visão sobre a agressividade e eficiência de aparelhos de barbear. Existem muitos fatores que influenciam e não apenas o gap. E, como sempre, a impressão pessoal vale muito mais que qualquer outra coisa. A forma como se usa um aparelho, a técnica, a espuma tudo isso influencia no resultado final. Então apenas usando sabemos realmente o que vamos achar de um aparelho.
Como disse no tópico, essa é só minha visão sobre a coisa.

Vamos debater aqui o que acham também! Toda discussão é válida!!!
Excelente texto Rodrigo.

Parabéns !!!!


Enviado através do Tapatalk Pro
Muito bom seu texto, creio que a geometria do cabeçal influencia na agressividade e eficiência , mas como você citou no final, tem a técnica, espuma, forma de uso, etc..........Ou seja: "O todo é muito mais que a soma das partes" como diria Edgard Morin
Ótima explanação!
Obrigado pessoal!

Faltou falar do caso especial das OC. Em breve acrescento no tópico.
E vou colocar um desenho pra explicar melhor o que quero dizer com a mudança de ângulo nas ajustáveis.
Ótima explicação, obrigado!

Onde posso conseguir essas medidas (especialmente a exposição) de máquinas como as Gillete ajustáveis?

Enviado de meu ASUS_Z01KD usando o Tapatalk
Acrescentei um adendo sobre o ângulo que tinha ficado meio confuso ontem. Acho que ficou mais visual a mudança de ângulo em uma ajustável.

Só queria manjar mais de fazer desenhos legais, usar o paint é foda rsrs
Nem li ainda mas que topico pelas imagem.

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(09-06-2019, 10:51 AM)rodrigoqui Escreveu: [ -> ]Acrescentei um adendo sobre o ângulo que tinha ficado meio confuso ontem. Acho que ficou mais visual a mudança de ângulo em uma ajustável.

Só queria manjar mais de fazer desenhos legais, usar o paint é foda rsrs
Muito bom! Conseguiu ficar mais didático, obrigado!

Enviado de meu ASUS_Z01KD usando o Tapatalk
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