Socorro! Socorro! Meu barbeador é de Zamak. E agora?

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Socorro! Socorro! Meu barbeador é de Zamak. E agora?

O aço inoxidável e o titânio são materiais excelentes: boas propriedades mecânicas, resistência à corrosão e durabilidade. Mas existe um terceiro material que costuma ser tratado quase como criminoso nas discussões sobre barbeadores: o Zamak.

Zamak não é simplesmente “zinco barato”. É uma família de ligas à base de zinco, com alumínio, magnésio e cobre, especialmente adequada à fundição sob pressão. Permite produzir peças complexas, com boa precisão dimensional, excelente repetibilidade e custo relativamente baixo.

É comum ouvir que um barbeador de Zamak será necessariamente frágil, terá vida curta ou será inferior. A realidade é bem mais complexa. O material é utilizado há décadas na indústria, inclusive em aplicações submetidas a vibração, variação de temperatura, umidade e contato com agentes químicos — condições que, em muitos casos, são mais severas do que as encontradas em um banheiro.

Isso não significa que qualquer peça de Zamak seja eterna. Composição da liga, processo de fundição, espessura, desenho, tolerâncias, acabamento e condições de uso fazem enorme diferença.

Aqui é preciso separar material de projeto.

Um barbeador de Zamak mal projetado pode ser ruim. Um bem projetado pode ser excelente. O mesmo vale para aço inoxidável e titânio. Material sozinho não salva uma ideia ruim nem transforma automaticamente um produto em superior.

Muitos confundem menor custo de fabricação com menor qualidade de projeto. São coisas diferentes. Um fabricante pode escolher Zamak por razões econômicas e ainda assim entregar um ótimo produto. Da mesma forma, pode fabricar em inox e entregar algo medíocre.

Um barbeador não é uma peça estrutural de avião. Sua função é relativamente simples: manter a lâmina posicionada, oferecer a geometria correta, ter rigidez suficiente e permitir um barbear seguro e eficiente. Se o projeto faz isso bem, o fato de ser fabricado em Zamak não deveria, por si só, decretar sua inferioridade.

Muitos barbeadores recebem tratamentos superficiais que melhoram a aparência e ajudam na resistência à corrosão. Com cuidados normais, podem durar muitos anos.

Claro que o Zamak tem limitações. Dependendo da liga e da aplicação, pode apresentar menor resistência mecânica que determinados aços, ser mais suscetível a danos por impactos fortes e sofrer degradação em condições inadequadas de umidade ou exposição química. Problemas de fundição, projeto ou acabamento também podem prejudicar sua longevidade.

Mas transformar isso em “Zamak = descartável” é tão simplista quanto dizer “inox = perfeito”.

Engenharia não funciona assim.

Colecionadores conhecem peças de Zamak com décadas de uso que continuam perfeitamente funcionais. Quando bem especificado, corretamente fabricado e utilizado dentro das condições previstas, o material pode oferecer excelente longevidade.

Talvez o problema, portanto, não esteja simplesmente na liga, mas em todo o conjunto: projeto, espessura, tolerâncias, qualidade da fundição, desenho, acabamento, roscas, tratamento superficial e manutenção.

E, principalmente, em como ele barbeia.

Há uma certa diversão nessa obsessão por materiais: alguém pega um Zamak que barbeia excepcionalmente bem e diz: “Mas é Zamak!”. Depois pega um inox que barbeia mal e responde: “Mas é inox!”.

É como avaliar um carro apenas pelo material do volante.

Material importa. Engenharia importa mais.

Não existe material milagroso. Existe material adequado ou inadequado para determinada aplicação, associado a um projeto bem ou mal executado.

Se alguém quiser criticar um barbeador por projeto ruim, baixa eficiência, geometria inadequada ou problemas de construção, ótimo. Vamos discutir tecnicamente.

Agora, dizer que um barbeador é ruim simplesmente porque é feito de Zamak é transformar uma especificação de material em argumento de autoridade.

Engenharia é um pouco mais complicada — e, justamente por isso, bem mais interessante — do que isso.

Obs.: Possuo diversos barbeadores de Zamak e, até hoje, todos me atenderam muito bem.

ABS,
Igor
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  • convencional
Mesmo lendo sobre esse material zamak, fica obscuro na minha mente saber oque é isso.Lembro que por volta dos anos 2000 surgiu uma liga especial denominada de x-metal, uma liga composta por diferentes tipos de metais, mas não tinha a presença de aço, era uma liga extremamente resistente e inquebrável, foi patenteada pela oakley e foi a liga utilizada nos modelos de x-metal da marca.
tenho um com esse metal, ele parece alumínio, muito leve, mas lembra a resistência do titânio, eram feitos e esculpidos a mão.mesmo depois de mais de 20 anos, ele parece ter acabado de sair da loja.
Tenho um outro tipo de óculos feito em puro titânio, ele é também muito leve, mas como diz a lenda, esse metal é indestrutivo, usado em implantes cirúrgicos, armas, projetos espaciais, etc.
titânio é um dos metais mais caros para se usar, então vem a pergunta::
Qual a joia saiu de fábrica confeccionada em puro titânio ?
Eu adquiri um aparelho que pela descrição do anúncio de ser em liga de alumínio, será que isso presta ?
eu não pretendo que ele dure mais que minha existência nesse mundo, tudo depende de para qual propósito a pessoa quer um aparelho com liga a nível espacial.
Sei que a qualidade é o principal ponto à se escolher.
Se eu não deixar cair no chão, se eu não tirar sangue do aparelho na hora de colocar a lâmina, isso vai reduz os danos em uns 90%, sobrando basicamente a questão de descascar e alguma outra que eu desconheço.
Por pior que seja a qualidade dos matérias, se o produto foi bem construído, isso não vai fazer diferença nenhuma,
tiro por base os motores de carro, algumas partes, levam peças feitas com uma liga tão ruim, que se você precisar soldar, o material não aceita solda, não é ferro, não é alumínio, é simplesmente um material de baixa qualidade, mas que para aquela função não faz diferença qual é a liga.
Hoje em dia, na era da obsolescência programada, qualquer coisa que só dure 10 anos, é considerado algo que dura uma vida.
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: por Kleber_KAS.)
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  • Maximus Brow, thony
Confesso ser um "hater" de zamak antes mesmo de saber o que era zamak e me envolver com as SRs.

Lá pelos idos de 2004 eu tinha algumas miniaturas de carros escalas 1/24 e 1/18, estas em particular minhas favoritas pelo porte. Ficaram expostas numa estante em meu quarto por anos até um dia eu ver meu Pontiac GTO 1/18 dourado da Maisto com a pintura craquelando. Naquele momento achei que fosse só a pintura e não dei muita atenção...

Depois de mais algum tempo, vi que era o metal quem estava trincando e em outras partes estava começando também. Acabei me desfazendo dessas miniaturas antes de casar-me em 2013 e a vida seguiu...
Chegou 2021, entrei no mundo do barbear clássico e após uma primeira boa impressão com aquela tech vagabundinha de farmácia, quis partir para algo mais sofisticado, então lá fui eu pesquisar modelos, preços e reviews em geral nos foruns gringos e então após ver aquela palavra zamak geralmente associada com desvantagem fui querer entender qual o motivo... eis que me deparei com esse post já antigo...

https://irishrailwaymodeller.com/topic/8...oes-wrong/

Foi assim que entendi a razão do preconceito com o zamak, e o meu Pontiac GTO me veio na lembrança...

Acho que o que realmente torna o zamak ruim é que o seu processo de degradação é simplesmente irreversível e não há como interromper, é como uma fileira de dominós em execução.

Então, particularmente eu não consigo aceitar um fabricante querer rotular um produto como "premium" se o mesmo é feito em zamak. É como querer oferecer um Rolls-Royce em fibra de vidro.
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: por convencional.)
2 curtida(s) para esse Post:
  • Joao Americo, Maximus Brow
()convencional Escreveu: Confesso ser um "hater" de zamak antes mesmo de saber o que era zamak e me envolver com as SRs.

Lá pelos idos de 2004 eu tinha algumas miniaturas de carros escalas 1/24 e 1/18, estas em particular minhas favoritas pelo porte. Ficaram expostas numa estante em meu quarto por anos até um dia eu ver meu Pontiac GTO 1/18 dourado da Maisto com a pintura craquelando. Naquele momento achei que fosse só a pintura e não dei muita atenção...

Depois de mais algum tempo, vi que era o metal quem estava trincando e em outras partes estava começando também. Acabei me desfazendo dessas miniaturas antes de casar-me em 2013 e a vida seguiu...
Chegou 2021, entrei no mundo do barbear clássico e após uma primeira boa impressão com aquela tech vagabundinha de farmácia, quis partir para algo mais sofisticado, então lá fui eu pesquisar modelos, preços e reviews em geral nos foruns gringos e então após ver aquela palavra zamak geralmente associada com desvantagem fui querer entender qual o motivo... eis que me deparei com esse post já antigo...

https://irishrailwaymodeller.com/topic/8...oes-wrong/

Foi assim que entendi a razão do preconceito com o zamak, e o meu Pontiac GTO me veio na lembrança...

Acho que o que realmente torna o zamak ruim é que o seu processo de degradação é simplesmente irreverssível e não há como interromper, é como uma fileira de dominós em execução.

Então, particularmente eu não consigo aceitar um fabricante querer rotular um produto como "premium" se o mesmo é feito em zamak. É como querer oferecer um Rolls-Royce em fibra de vidro.

Eu também quando decidi buscar por um barbeador tradicional, mas de produção atual, (não imaginava que poderia encontrar bons vintages à venda) fiquei entre os relatos de potencial fragillidade do zamak – além da corrosão, a chance de quebra da união entre tampa superior e cabo – e o preço muito mais alto dos modelos em inox. Vi também que a diferença de valores é maior ainda em outros metais, exceto o alumínio.

Mudei um pouco de ideia com a possibilidade de adquirir os menos caros (o controverso KCG e algumas opções da Merkur) e outros que não encarei pelo valor mesmo (R41 zamak x R41 inox). Mas considero realmente como barbeadores 'para a vida' os de inox. Não é à toa que a Mühle vende a tampa superior de seus modelos fundidos em zamak como itens separados, sendo peças de reposição.
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  • convencional, Maximus Brow, thony
Concordo com a fragilidade do zamak, mas o que mais me incomoda, caros foristas, é o preço que muitas vezes é cobrado por barbeadores fabricados nesse material.

Tenho, por exemplo, um Mühle R41 todo em zamak. Na época, paguei pouco mais de R$ 300 por ele. É melhor do que muitas cópias chinesas? Sim. O acabamento é superior? Sim. O controle de qualidade é melhor? Sem dúvida.

Mas ainda é zamak.

E aqui, na minha opinião, existe um gap enorme entre os barbeadores de zamak e aqueles fabricados em materiais mais resistentes.

Hoje, acredito que um R41 em zamak esteja próximo dos R$ 450. Já a versão em aço inoxidável beira os R$ 1.000. Ou seja, você paga muito mais para dar um salto significativo no material.

Quando tentamos encontrar algo mais razoável em preço, aparecem os barbeadores chineses em aço inoxidável. E aqui existe uma situação curiosa: alguns deles já apresentam qualidade de construção e controle de qualidade comparáveis aos de marcas consagradas. Porém, quando descemos para os modelos chineses de entrada, a história costuma ser bem diferente.

Já vi barbeadores de aço inoxidável no AliExpress por R$ 90... aí você desce até os comentários. Só notas negativas e comentários dos usuários dizendo que o produto é mal polido, tem rebarbas etc.

Por isso, para quem está começando no hobby, considero a Yaqi uma das opções de melhor custo-benefício.

Comprei um Yaqi The Final Cut por cerca de R$ 130. Segundo o anúncio, o cabo seria de latão e a cabeça de zamak, embora, olhando e sentindo a peça, eu tenha minhas dúvidas se não existe mais zamak nessa história.

Tem outros modelos mais comuns custando R$ 70, como o Yaqi Orion, por exemplo.

Como tenho mais de 20 barbeadores, todos entram na rotação e nenhum deles é utilizado de maneira excessiva. Mas fico pensando: se eu tivesse apenas esse TFC e o utilizasse duas ou três vezes por semana, qual seria sua durabilidade real? Como ele estaria daqui a 1/2 anos?

E aí vem um exemplo que acho interessante.

Outro dia deixei cair a cabeça do meu Gillette New Brasil, um open comb. Nem arranhou.

E estamos falando de uma peça fabricada por volta de 1936. Toda em latão claro.

Talvez esse seja o ponto que mais me incomoda no zamak: não necessariamente o fato de ser um material ruim, mas o quanto ele limita a expectativa de durabilidade quando comparado a materiais mais resistentes — especialmente quando o preço cobrado pelo barbeador começa a se aproximar de produtos fabricados em aço inoxidável.

No fim, acho que o problema não é simplesmente “zamak versus aço”. É quanto estamos pagando por cada material e, principalmente, o que podemos esperar desse barbeador daqui a 10, 20 ou 30 anos.

Creio que o zamak utilizado hoje não é o mesmo de 20/30 anos atrás...

Meu irmão, que é um ávido entusiasta de carros antigos, já teve Dodge Charger RT, Opala SS, Maverick...

E todos eles, sem falta, tinham os emblemas em zamak.

E duraram décadas, tomando sol, chuva, lavagem com produtos abrasivos...

Talvez o problema esteja justamente aí: será que o zamak utilizado atualmente é realmente comparável ao material utilizado décadas atrás?

Abs,

Igor.
(5 horas atrás)Maximus Brow Escreveu: Concordo com a fragilidade do zamak, mas o que mais me incomoda, caros foristas, é o preço que muitas vezes é cobrado por barbeadores fabricados nesse material.

Tenho, por exemplo, um Mühle R41 todo em zamak. Na época, paguei pouco mais de R$ 300 por ele. É melhor do que muitas cópias chinesas? Sim. O acabamento é superior? Sim. O controle de qualidade é melhor? Sem dúvida.

Mas ainda é zamak.

E aqui, na minha opinião, existe um gap enorme entre os barbeadores de zamak e aqueles fabricados em materiais mais resistentes.

Hoje, acredito que um R41 em zamak esteja próximo dos R$ 450. Já a versão em aço inoxidável beira os R$ 1.000. Ou seja, você paga muito mais para dar um salto significativo no material.

Quando tentamos encontrar algo mais razoável em preço, aparecem os barbeadores chineses em aço inoxidável. E aqui existe uma situação curiosa: alguns deles já apresentam qualidade de construção e controle de qualidade comparáveis aos de marcas consagradas. Porém, quando descemos para os modelos chineses de entrada, a história costuma ser bem diferente.

Já vi barbeadores de aço inoxidável no AliExpress por R$ 90... aí você desce até os comentários. Só notas negativas e comentários dos usuários dizendo que o produto é mal polido, tem rebarbas etc.

Por isso, para quem está começando no hobby, considero a Yaqi uma das opções de melhor custo-benefício.

Comprei um Yaqi The Final Cut por cerca de R$ 130. Segundo o anúncio, o cabo seria de latão e a cabeça de zamak, embora, olhando e sentindo a peça, eu tenha minhas dúvidas se não existe mais zamak nessa história.

Tem outros modelos mais comuns custando R$ 70, como o Yaqi Orion, por exemplo.

Como tenho mais de 20 barbeadores, todos entram na rotação e nenhum deles é utilizado de maneira excessiva. Mas fico pensando: se eu tivesse apenas esse TFC e o utilizasse duas ou três vezes por semana, qual seria sua durabilidade real? Como ele estaria daqui a 1/2 anos?

E aí vem um exemplo que acho interessante.

Outro dia deixei cair a cabeça do meu Gillette New Brasil, um open comb. Nem arranhou.

E estamos falando de uma peça fabricada por volta de 1936. Toda em latão claro.

Talvez esse seja o ponto que mais me incomoda no zamak: não necessariamente o fato de ser um material ruim, mas o quanto ele limita a expectativa de durabilidade quando comparado a materiais mais resistentes — especialmente quando o preço cobrado pelo barbeador começa a se aproximar de produtos fabricados em aço inoxidável.

No fim, acho que o problema não é simplesmente “zamak versus aço”. É quanto estamos pagando por cada material e, principalmente, o que podemos esperar desse barbeador daqui a 10, 20 ou 30 anos.

Creio que o zamak utilizado hoje não é o mesmo de 20/30 anos atrás...

Meu irmão, que é um ávido entusiasta de carros antigos, já teve Dodge Charger RT, Opala SS, Maverick...

E todos eles, sem falta, tinham os emblemas em zamak.

E duraram décadas, tomando sol, chuva, lavagem com produtos abrasivos...

Talvez o problema esteja justamente aí: será que o zamak utilizado atualmente é realmente comparável ao material utilizado décadas atrás?

Abs,

Igor.
Maia aí é que eu me perco ainda mais, nadando no oceano pacífico perdidinho, o pior é que mora uma pulga atrás da minha orelha agora. Se e o material que tem em abundância e que geralmente é usado para fazer chave de boca combinada, cachimbo ou soquele de parafusadeira, entre outros, é tão barato.Por que é astronômico o valor num pedacinho de nada ? Não me refiro aqui  a qualidade da peça finalizada, mas sim o valor cobrado só por ser em aço inox.Pois
 bem, com base nisso, volto a questionar:
Quem alguma vez viu um aparelho feito em puro titânio ?
Eu comprei um óculos em titânio a mais de 15 anos, foi só a armação, isso me custou mais de R$1000.
Uma bomba de chimarrão feita a mão em aço inox custa em média 100 pila,
Se a pessoa que ser sofisticar pode adquirir uma feita em prata 925 com detalhes em ouro 24k. Mas nem assim vai ser tão caro quando um aparelho de barbear.
Estamos mesmo pagando o valor do produto ou apenas pagando a marca?
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 3 horas atrás por Kleber_KAS.)
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  • Maximus Brow
Prezado Kleber,

Você matou a charada.

Tudo bem, podemos justificar que uma cuia de chimarrão não precisa ter as mesmas tolerâncias e o mesmo nível de precisão de um barbeador usinado em CNC, por exemplo. Mas cobrar R$ 1.200 por um aparelho de 10 cm e que pesa apenas 110 g... fica difícil de justificar.

Há uns três anos, troquei a torneira da pia da minha casa. É uma Deca, com filtro de água embutido, toda em aço inoxidável e que deve pesar uns 600 g. Paguei R$ 650. E creio que vai ddurar pelo menos 15 anos.
Agora, pagar R$ 1.200 em um barbeador de 110 g... bem, fica difícil.

Ainda mais no meu caso, pois sou proprietário de alguns barbeadores vintage fabricados em latão, que têm mais de 100 anos de uso e continuam em perfeitas condições. Diante disso, realmente acho difícil justificar esse preço.

Ah, apenas como curiosidade: meu Gillette ABC, banhado a prata, com estojo completo e porta-lâminas, era uma peça de luxo em 1908 e custava incríveis US$ 6. Naquela época, US$ 6 equivalia a quase sete dias de salário de um trabalhador comum.

Ou seja, o preço podia ser alto para a época, mas pelo menos estamos falando de uma peça de luxo, banhada a prata.

Imagina um R41 fabricado em latão e banhado a prata?

abs,

Igor.
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  • thony
Um exemplo de que o povo está comprando a marca, é não o produto é que o king c gilete é muito caro no Brasil e lá fora, vende em mercado e drogaria. Mesmo que fosse muito ruim esse barbeador, mas que tivesse um valor justo, todo mundo que usa safety razor iria te um, mesmo que fosse só de enfeite ou que fosse só pra criticar, mas eles terian.
O Brasil exporta toneladas de minério in natura, o país mais rico do mundo que tem a maior quantidade de jazidas de Ferre, não poderia fazer um barbeador em aço inox quase de graça ?
Lembro que quando eu era criança, eu andava em trens que a estrutura eram feitas em aço, mesmo depois de décadas do tempo, não enferrujam, nem se estraga se virar uma bola de fogo ambulante.

Estou começando a ficar com medo, será que eu vou ver um dos meus queridos barbeadores se danificar ou estragar a ponto de ter que aposentar ou jogar fora?
Eu vou viver o resto dos meus dias sem presenciar isso ?
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 2 horas atrás por Kleber_KAS.)
(5 horas atrás)Maximus Brow Escreveu: Já vi barbeadores de aço inoxidável no AliExpress por R$ 90... aí você desce até os comentários. Só notas negativas e comentários dos usuários dizendo que o produto é mal polido, tem rebarbas etc.

Se não me engano era da Yintal, um modelo inspirado no Henson com aquela cabeça em trapézio.
Lembro de comentários falando que parecia aço galvanizado de serralheria...
Eu quase comprei só pra ver se era todo esse horror mesmo... mas aí eu lembrei que já tenho uma SR de titânio que é a que menos gosto até hoje e que foi uma real decepção no primeiro uso e deixei pra lá.
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  • Maximus Brow
Prezado Convencional, você acaba de confirmar algo importante: material bom não significa que o produto seja bom — muito menos que vá nos agradar.

E falando de aparelhos ruins de entrada — e quando digo “de entrada”, estou sendo generoso — tenho um desses Sekich. É uma coisa pavorosa. Absolutamente imprópria para uso, algo que considero sinceramente insalubre para se colocar no próprio rosto.

É, inclusive, o único barbeador da minha coleção que não fica fora do banheiro. Está há uns bons quatro anos dentro de uma gaveta no gabinete do banheiro. E continua lá. Intocado. Esquecido. Praticamente cumprindo pena em regime fechado.

Então, prezados foristas, tomei uma decisão: vou deixá-lo exatamente onde está pelos próximos anos. Não vou mexer nele. Não vou usá-lo. Não vou sequer dar a ele o prazer de ser lembrado.

Vamos descobrir quanto tempo esse monumento à incompetência industrial consegue sobreviver.

Se, por algum milagre, esse negócio durar mais de 15 anos, farei questão de passá-lo adiante. Enviarei para algum filho de um dos confrades. Pode ser o filho do Convencional, do Kleber ou, quem sabe, até do João Américo.

E, para tornar a experiência ainda mais emocionante, colocarei na caixa um cartão com dizeres tocantes, explicando que aquele barbeador foi fabricado com um material muito apreciado pelo pai.

Imaginem a cena daqui a alguns anos:

“Filho, isto aqui pertenceu ao seu pai. É uma peça de grande valor sentimental.”

E o rapaz abre a caixa e encontra um Sekich.

Nesse momento, provavelmente começará a questionar seriamente a própria filiação ou a sanidade do progenitor.

abs,

Igor.



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