No início do século 20, os homens vinham de uma tradição fortíssima do uso de navalhas. Por este motivo, os aparelhos open comb reinavam absolutos. Basta observar os primeiros modelos da Gillette: praticamente todos eram de pente aberto. Aqueles homens estavam acostumados com máxima eficiência, muito contato de lâmina e barbeados geralmente semanais.
Agora imagine a cena: um homem em 1905, acostumado a se barbear uma vez por semana com navalha, de repente migrando para um Gillette Tech décadas depois. Isso simplesmente não faria sentido para a realidade da época. O Tech é extremamente suave perto da agressividade e eficiência que eles conheciam. O open comb fazia sentido justamente porque entregava uma sensação mais próxima da navalha.
Mas o tempo passou. O menino que via o pai fazendo a barba cresceu. Novas gerações começaram a se barbear mais cedo e com mais frequência. E aí entra um ponto importante: qual rapaz de 18 ou 19 anos, iniciando no barbear tradicional, sem noção de pressão, sem entender que o movimento vem mais do ombro do que do punho, começaria com um open comb extremamente agressivo? Pouquíssimos.
Por isso vemos, ao longo das décadas de 1920 e 1930, uma mudança clara na filosofia da Gillette. Os aparelhos começaram a ficar mais suaves e amigáveis. O Gillette Tech e seus derivados nasceram justamente desta necessidade de atender uma nova geração de usuários. Não por acaso, os open comb foram sendo descontinuados pela Gillette na década de 1930.
E eu confesso: por gostar demais de open comb, sou completamente apaixonado pelo Gillette Sheraton. Na minha visão, ele representa o melhor dos dois mundos: um TTO de pente aberto. Um aparelho belíssimo, eficiente e histórico. E raro também, já que foi fabricado apenas em 1937.
Eu trocaria meu Rockwell T2 por um destes sem pensar 2x.
Abraços,
MB
Agora imagine a cena: um homem em 1905, acostumado a se barbear uma vez por semana com navalha, de repente migrando para um Gillette Tech décadas depois. Isso simplesmente não faria sentido para a realidade da época. O Tech é extremamente suave perto da agressividade e eficiência que eles conheciam. O open comb fazia sentido justamente porque entregava uma sensação mais próxima da navalha.
Mas o tempo passou. O menino que via o pai fazendo a barba cresceu. Novas gerações começaram a se barbear mais cedo e com mais frequência. E aí entra um ponto importante: qual rapaz de 18 ou 19 anos, iniciando no barbear tradicional, sem noção de pressão, sem entender que o movimento vem mais do ombro do que do punho, começaria com um open comb extremamente agressivo? Pouquíssimos.
Por isso vemos, ao longo das décadas de 1920 e 1930, uma mudança clara na filosofia da Gillette. Os aparelhos começaram a ficar mais suaves e amigáveis. O Gillette Tech e seus derivados nasceram justamente desta necessidade de atender uma nova geração de usuários. Não por acaso, os open comb foram sendo descontinuados pela Gillette na década de 1930.
E eu confesso: por gostar demais de open comb, sou completamente apaixonado pelo Gillette Sheraton. Na minha visão, ele representa o melhor dos dois mundos: um TTO de pente aberto. Um aparelho belíssimo, eficiente e histórico. E raro também, já que foi fabricado apenas em 1937.
Eu trocaria meu Rockwell T2 por um destes sem pensar 2x.
Abraços,
MB
