Prezado João,
É muito bom tê-lo novamente aqui no fórum.
Seus apontamentos são de grande importância para aqueles que desejam adquirir alguma peça vintage. Experiências como as suas ajudam muitos confrades a evitar armadilhas e fazer escolhas mais conscientes.
De fato, se você tem paciência — algo cada vez mais raro entre nós, seres humanos — consegue encontrar excelentes peças por preços bastante razoáveis. Por outro lado, quando colocamos na cabeça que precisamos de um determinado vintage ou de algum modelo moderno vendido apenas por esta ou aquela loja, acabamos pagando mais do que gostaríamos.
Eu mesmo, quando comprei meu R41, paguei pouco menos de 300 reais. Outro dia vi um confrade anunciando um exemplar usado por mais de 400.
Parece que estamos assistindo ao mesmo fenômeno que ocorreu com os carros usados. Hoje em dia, algumas peças parecem sofrer o efeito contrário da depreciação: quanto mais antigas ficam, mais valorizadas se tornam. Confesso que é um fenômeno que ainda me surpreende, especialmente quando vemos determinados modelos sendo anunciados por valores que ninguém imaginaria pagar alguns anos atrás.
Lendo sua mensagem sobre o Tech pré-guerra, gostaria de comentar que possuo um Tech pós-guerra com estojo original, em excelente estado de conservação. O meu tem o cabo Fat Handle estriado e, entre todos os meus barbeadores suaves, é provavelmente o que mais gosto de utilizar.
Em termos de desempenho, ele dá uma verdadeira aula ao King C. Gillette. Embora, para ser justo, isso não seja exatamente uma tarefa difícil. Na minha opinião, o KCG foi uma das maiores decepções que já tive com um barbeador moderno. Não é um aparelho ruim, mas está longe de justificar todo o entusiasmo que costuma despertar.
O que mais me impressiona é que um projeto com mais de sete décadas de existência continue competindo de igual para igual — e muitas vezes superando — aparelhos modernos vendidos como o estado da arte do barbear.
E seguimos assim, amigo: perseguindo os unicórnios do colecionismo, encontrando alguns pelo caminho e aprendendo que, às vezes, aquela peça que aparece sem grandes pretensões acaba se tornando uma das favoritas da coleção.
Um grande abraço,
Igor
É muito bom tê-lo novamente aqui no fórum.
Seus apontamentos são de grande importância para aqueles que desejam adquirir alguma peça vintage. Experiências como as suas ajudam muitos confrades a evitar armadilhas e fazer escolhas mais conscientes.
De fato, se você tem paciência — algo cada vez mais raro entre nós, seres humanos — consegue encontrar excelentes peças por preços bastante razoáveis. Por outro lado, quando colocamos na cabeça que precisamos de um determinado vintage ou de algum modelo moderno vendido apenas por esta ou aquela loja, acabamos pagando mais do que gostaríamos.
Eu mesmo, quando comprei meu R41, paguei pouco menos de 300 reais. Outro dia vi um confrade anunciando um exemplar usado por mais de 400.
Parece que estamos assistindo ao mesmo fenômeno que ocorreu com os carros usados. Hoje em dia, algumas peças parecem sofrer o efeito contrário da depreciação: quanto mais antigas ficam, mais valorizadas se tornam. Confesso que é um fenômeno que ainda me surpreende, especialmente quando vemos determinados modelos sendo anunciados por valores que ninguém imaginaria pagar alguns anos atrás.
Lendo sua mensagem sobre o Tech pré-guerra, gostaria de comentar que possuo um Tech pós-guerra com estojo original, em excelente estado de conservação. O meu tem o cabo Fat Handle estriado e, entre todos os meus barbeadores suaves, é provavelmente o que mais gosto de utilizar.
Em termos de desempenho, ele dá uma verdadeira aula ao King C. Gillette. Embora, para ser justo, isso não seja exatamente uma tarefa difícil. Na minha opinião, o KCG foi uma das maiores decepções que já tive com um barbeador moderno. Não é um aparelho ruim, mas está longe de justificar todo o entusiasmo que costuma despertar.
O que mais me impressiona é que um projeto com mais de sete décadas de existência continue competindo de igual para igual — e muitas vezes superando — aparelhos modernos vendidos como o estado da arte do barbear.
E seguimos assim, amigo: perseguindo os unicórnios do colecionismo, encontrando alguns pelo caminho e aprendendo que, às vezes, aquela peça que aparece sem grandes pretensões acaba se tornando uma das favoritas da coleção.
Um grande abraço,
Igor
