Igor (Maximus Brow), excelente tópico! Essas são justamente aquelas dúvidas que quase todo praticante do barbear clássico já teve em algum momento.
Vou dar minha contribuição tanto como usuário quanto como fabricante de sabões de barbear.
Na minha opinião, o maior inimigo do sabão não são bactérias ou fungos, mas sim a umidade constante. Um sabão bem formulado possui pH alcalino, pouca água livre e, muitas vezes, antioxidantes ou conservantes, o que torna a proliferação de microrganismos bastante difícil.
Por isso, nunca me preocupei com o fato de o pincel voltar ao pote durante o carregamento. Seja no face lathering ou no bowl lathering, isso faz parte do uso normal do produto.
O cuidado que considero realmente importante é permitir que o sabão seque completamente antes de fechar o recipiente. Não existe um tempo exato; depende da umidade do ambiente, da formulação e até da época do ano. Quando a superfície estiver seca ao toque, pode tampar sem preocupação.
Outro ponto interessante é a água utilizada para amolecer a superfície. Eu sempre recomendo descartá-la antes do carregamento. Além de facilitar o uso, ela acaba levando embora um pouco de sabão dissolvido e, se permanecer no pote, apenas aumenta o tempo de secagem.
Quanto a lavar a superfície do sabão após a barba, sinceramente nunca vi vantagem nisso. Na prática, você apenas adiciona mais água ao produto.
Também faço exatamente como você: não deixo meus sabões armazenados no banheiro. O vapor do chuveiro mantém tudo constantemente úmido, e isso não beneficia nenhum cosmético, seja um sabão de barbear, um sabonete artesanal ou até um perfume.
Uma curiosidade interessante é que, ao longo dos anos, já utilizei sabões bastante antigos. O que normalmente muda primeiro é a fragrância, que vai perdendo intensidade devido à oxidação natural dos compostos aromáticos. A capacidade de produzir espuma, entretanto, costuma permanecer praticamente inalterada por muitos anos quando o sabão foi bem formulado e armazenado corretamente.
Então, respondendo à pergunta do tópico: acho que existe, sim, um pequeno cuidado que vale a pena ter. Mas, passado esse ponto, começa aquilo que você chamou com muito bom humor de "hipocondria saboeira". Às vezes nos preocupamos mais do que o próprio sabão.
Grande abraço, e parabéns pelo excelente tema. Tenho certeza de que muitos confrades já se fizeram exatamente as mesmas perguntas.
Vou dar minha contribuição tanto como usuário quanto como fabricante de sabões de barbear.
Na minha opinião, o maior inimigo do sabão não são bactérias ou fungos, mas sim a umidade constante. Um sabão bem formulado possui pH alcalino, pouca água livre e, muitas vezes, antioxidantes ou conservantes, o que torna a proliferação de microrganismos bastante difícil.
Por isso, nunca me preocupei com o fato de o pincel voltar ao pote durante o carregamento. Seja no face lathering ou no bowl lathering, isso faz parte do uso normal do produto.
O cuidado que considero realmente importante é permitir que o sabão seque completamente antes de fechar o recipiente. Não existe um tempo exato; depende da umidade do ambiente, da formulação e até da época do ano. Quando a superfície estiver seca ao toque, pode tampar sem preocupação.
Outro ponto interessante é a água utilizada para amolecer a superfície. Eu sempre recomendo descartá-la antes do carregamento. Além de facilitar o uso, ela acaba levando embora um pouco de sabão dissolvido e, se permanecer no pote, apenas aumenta o tempo de secagem.
Quanto a lavar a superfície do sabão após a barba, sinceramente nunca vi vantagem nisso. Na prática, você apenas adiciona mais água ao produto.
Também faço exatamente como você: não deixo meus sabões armazenados no banheiro. O vapor do chuveiro mantém tudo constantemente úmido, e isso não beneficia nenhum cosmético, seja um sabão de barbear, um sabonete artesanal ou até um perfume.
Uma curiosidade interessante é que, ao longo dos anos, já utilizei sabões bastante antigos. O que normalmente muda primeiro é a fragrância, que vai perdendo intensidade devido à oxidação natural dos compostos aromáticos. A capacidade de produzir espuma, entretanto, costuma permanecer praticamente inalterada por muitos anos quando o sabão foi bem formulado e armazenado corretamente.
Então, respondendo à pergunta do tópico: acho que existe, sim, um pequeno cuidado que vale a pena ter. Mas, passado esse ponto, começa aquilo que você chamou com muito bom humor de "hipocondria saboeira". Às vezes nos preocupamos mais do que o próprio sabão.
Grande abraço, e parabéns pelo excelente tema. Tenho certeza de que muitos confrades já se fizeram exatamente as mesmas perguntas.
