Concordo com a fragilidade do zamak, mas o que mais me incomoda, caros foristas, é o preço que muitas vezes é cobrado por barbeadores fabricados nesse material.
Tenho, por exemplo, um Mühle R41 todo em zamak. Na época, paguei pouco mais de R$ 300 por ele. É melhor do que muitas cópias chinesas? Sim. O acabamento é superior? Sim. O controle de qualidade é melhor? Sem dúvida.
Mas ainda é zamak.
E aqui, na minha opinião, existe um gap enorme entre os barbeadores de zamak e aqueles fabricados em materiais mais resistentes.
Hoje, acredito que um R41 em zamak esteja próximo dos R$ 450. Já a versão em aço inoxidável beira os R$ 1.000. Ou seja, você paga muito mais para dar um salto significativo no material.
Quando tentamos encontrar algo mais razoável em preço, aparecem os barbeadores chineses em aço inoxidável. E aqui existe uma situação curiosa: alguns deles já apresentam qualidade de construção e controle de qualidade comparáveis aos de marcas consagradas. Porém, quando descemos para os modelos chineses de entrada, a história costuma ser bem diferente.
Já vi barbeadores de aço inoxidável no AliExpress por R$ 90... aí você desce até os comentários. Só notas negativas e comentários dos usuários dizendo que o produto é mal polido, tem rebarbas etc.
Por isso, para quem está começando no hobby, considero a Yaqi uma das opções de melhor custo-benefício.
Comprei um Yaqi The Final Cut por cerca de R$ 130. Segundo o anúncio, o cabo seria de latão e a cabeça de zamak, embora, olhando e sentindo a peça, eu tenha minhas dúvidas se não existe mais zamak nessa história.
Tem outros modelos mais comuns custando R$ 70, como o Yaqi Orion, por exemplo.
Como tenho mais de 20 barbeadores, todos entram na rotação e nenhum deles é utilizado de maneira excessiva. Mas fico pensando: se eu tivesse apenas esse TFC e o utilizasse duas ou três vezes por semana, qual seria sua durabilidade real? Como ele estaria daqui a 1/2 anos?
E aí vem um exemplo que acho interessante.
Outro dia deixei cair a cabeça do meu Gillette New Brasil, um open comb. Nem arranhou.
E estamos falando de uma peça fabricada por volta de 1936. Toda em latão claro.
Talvez esse seja o ponto que mais me incomoda no zamak: não necessariamente o fato de ser um material ruim, mas o quanto ele limita a expectativa de durabilidade quando comparado a materiais mais resistentes — especialmente quando o preço cobrado pelo barbeador começa a se aproximar de produtos fabricados em aço inoxidável.
No fim, acho que o problema não é simplesmente “zamak versus aço”. É quanto estamos pagando por cada material e, principalmente, o que podemos esperar desse barbeador daqui a 10, 20 ou 30 anos.
Creio que o zamak utilizado hoje não é o mesmo de 20/30 anos atrás...
Meu irmão, que é um ávido entusiasta de carros antigos, já teve Dodge Charger RT, Opala SS, Maverick...
E todos eles, sem falta, tinham os emblemas em zamak.
E duraram décadas, tomando sol, chuva, lavagem com produtos abrasivos...
Talvez o problema esteja justamente aí: será que o zamak utilizado atualmente é realmente comparável ao material utilizado décadas atrás?
Abs,
Igor.
Tenho, por exemplo, um Mühle R41 todo em zamak. Na época, paguei pouco mais de R$ 300 por ele. É melhor do que muitas cópias chinesas? Sim. O acabamento é superior? Sim. O controle de qualidade é melhor? Sem dúvida.
Mas ainda é zamak.
E aqui, na minha opinião, existe um gap enorme entre os barbeadores de zamak e aqueles fabricados em materiais mais resistentes.
Hoje, acredito que um R41 em zamak esteja próximo dos R$ 450. Já a versão em aço inoxidável beira os R$ 1.000. Ou seja, você paga muito mais para dar um salto significativo no material.
Quando tentamos encontrar algo mais razoável em preço, aparecem os barbeadores chineses em aço inoxidável. E aqui existe uma situação curiosa: alguns deles já apresentam qualidade de construção e controle de qualidade comparáveis aos de marcas consagradas. Porém, quando descemos para os modelos chineses de entrada, a história costuma ser bem diferente.
Já vi barbeadores de aço inoxidável no AliExpress por R$ 90... aí você desce até os comentários. Só notas negativas e comentários dos usuários dizendo que o produto é mal polido, tem rebarbas etc.
Por isso, para quem está começando no hobby, considero a Yaqi uma das opções de melhor custo-benefício.
Comprei um Yaqi The Final Cut por cerca de R$ 130. Segundo o anúncio, o cabo seria de latão e a cabeça de zamak, embora, olhando e sentindo a peça, eu tenha minhas dúvidas se não existe mais zamak nessa história.
Tem outros modelos mais comuns custando R$ 70, como o Yaqi Orion, por exemplo.
Como tenho mais de 20 barbeadores, todos entram na rotação e nenhum deles é utilizado de maneira excessiva. Mas fico pensando: se eu tivesse apenas esse TFC e o utilizasse duas ou três vezes por semana, qual seria sua durabilidade real? Como ele estaria daqui a 1/2 anos?
E aí vem um exemplo que acho interessante.
Outro dia deixei cair a cabeça do meu Gillette New Brasil, um open comb. Nem arranhou.
E estamos falando de uma peça fabricada por volta de 1936. Toda em latão claro.
Talvez esse seja o ponto que mais me incomoda no zamak: não necessariamente o fato de ser um material ruim, mas o quanto ele limita a expectativa de durabilidade quando comparado a materiais mais resistentes — especialmente quando o preço cobrado pelo barbeador começa a se aproximar de produtos fabricados em aço inoxidável.
No fim, acho que o problema não é simplesmente “zamak versus aço”. É quanto estamos pagando por cada material e, principalmente, o que podemos esperar desse barbeador daqui a 10, 20 ou 30 anos.
Creio que o zamak utilizado hoje não é o mesmo de 20/30 anos atrás...
Meu irmão, que é um ávido entusiasta de carros antigos, já teve Dodge Charger RT, Opala SS, Maverick...
E todos eles, sem falta, tinham os emblemas em zamak.
E duraram décadas, tomando sol, chuva, lavagem com produtos abrasivos...
Talvez o problema esteja justamente aí: será que o zamak utilizado atualmente é realmente comparável ao material utilizado décadas atrás?
Abs,
Igor.
