Pedra Hume!

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Olá, caros confrades. Recentemente comprei 3 pedras Hume de 130g da Rapozo e pretendo usá-las sempre no rosto após barbear, quando me cortar e como desodorante. Fazendo barba 3 vezes por semana. Nunca usei ela.

Tem mais alguém aqui as usa desse modo como pretendo?? Quanto tempo dura a pedra usando assim?? 

Eu havia perguntado para IA e ela me respondeu 6-12 meses. Se realmente procede isso, não sei.

Quais são as dicas para conservação e para aumentar a durabilidade ao máximo da pedra??

Agradeço a todos que responderem, não irei responder por que não funciona direito para mim a resposta/não sei como fazer isso direito!

Havia tentado comprar no próprio site da Rapozo mas só tinha 2 pedras disponíveis e como queria mais, não comprei lá. Lá é mais barato, de fato. Alguém saberia dizer porque havia só 2 e se sempre tem pouco estoque assim ou só eu dei azar? Então acabei comprando na shopee, paguei pouco mais de 100 reais com o frete, fiz bom negócio? 
1 curtida(s) para esse Post:
  • Fábio8495Alcantara
Confrade Guilherme,
Tudo bem contigo?
Eu uso alum de potássio (princípio ativo da pedra hume), não uso propriamente a pedra hume da Rapozo, mas supondo que os dois são praticamente o mesmo produto e uso na mesma frequência (me barbeio a cada dois dias):
I) a principal dica: não deixar cair/quebrar.
II) costumo tirar o excesso de água pós-uso na toalha e deixar no ambiente bem isolado para secar. Só depois (um dia) pego e guardo.
III) se não quebrar, creio que vai durar beeeem mais do que 6 ou 12 meses.
IV) a minha veio em uma caixa plástica (diminui o risco de cair e quebrar fora do momento de uso). O da Rapozo creio que a embalagem deve ajudar.
Talvez a turma venha com mais sugestões.
Abraço.
2 curtida(s) para esse Post:
  • Guilherme Felisbino da Silva, Joao Americo
Prezados e ilustríssimos confrades,
Venho, por meio deste respeitável espaço de erudição, discorrer sobre a nobilíssima Pedra Hume, esse pequeno artefato alquímico que divide opiniões, provoca caretas e, quando mal utilizado, gera traumas dignos de sessão terapêutica.

Antes de tudo, é preciso compreender: a Pedra Hume não é um tijolo, tampouco uma lixa industrial, embora em mãos inexperientes ela se esforce bastante para parecer ambas as coisas. Seu uso requer parcimônia, delicadeza e, sobretudo, respeito mútuo entre a pedra e a epiderme.

Primeira e fundamental regra: a Pedra Hume deve ser levemente umedecida. Enfatizo o “levemente”. Não é banho, não é mergulho, não é batismo por imersão. Água demais transforma o momento em sofrimento desnecessário; água de menos, em punição medieval.

Ao aplicá-la no rosto, evite qualquer ímpeto de esfregar como se estivesse lavando panela engordurada. A Pedra Hume aprecia movimentos suaves, quase cerimoniais, como quem pede licença antes de entrar. Passe-a com calma, sem pressão, permitindo que ela faça seu trabalho ancestral de fechar pequenos cortes, acalmar a pele e, claro, lembrar-lhe de todos os erros cometidos durante o barbear.

Sentiu arder? Excelente. Está funcionando.
Sentiu arder demais? Parabéns, você exagerou.

Após a aplicação, recomenda-se lavar o rosto com água fria ou em temperatura ambiente, removendo os resíduos da pedra e devolvendo à pele um mínimo de dignidade e conforto. Somente depois desse ritual é que se deve prosseguir com o pós-barba de sua preferência, se voce assim achar cabível.
Em seguida, enxágue bem a pedra em água corrente, removendo os vestígios de sangue, sabão e arrependimentos. Deixe-a secar naturalmente, longe de umidade excessiva. Guardá-la molhada é pedir para que ela se dissolva lentamente, como a dignidade de quem insiste em não estudar as maravilhas do barbear classico.
Quanto à conservação, trate-a com o mínimo de civilidade: nada de quedas no chão, pois a Pedra Hume se estilhaça com a mesma facilidade que o ego de um barbeador iniciante. Se cair, ela não perdoa — quebra, lasca e ainda o julga em silêncio.

Por fim, lembre-se: a Pedra Hume não substitui técnica, lâmina decente ou bom senso. Ela é apenas a testemunha silenciosa dos seus acertos… e a cruel narradora dos seus deslizes.

Fica aqui o conselho, o aviso e a bênção final: use com moderação, conserve com cuidado e jamais subestime o poder desse pequeno bloco de sal vingativo.

singelos cumprimentos, MB.



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