Aposentar um barbeador de quase 120 anos? Jamais! Meu método para preservar usando.

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Aposentar um barbeador de quase 120 anos? Jamais! Meu método para preservar usando.

Prezados foristas,

Gostaria de compartilhar algo que venho realizando há algum tempo dentro da minha coleção de barbeadores.

Atualmente possuo 20 barbeadores, sendo 11 modelos vintage e 9 modelos modernos. Como muitos aqui sabem, gosto muito da história por trás de cada peça, principalmente dos aparelhos antigos, alguns com mais de 100 anos de existência.

Porém, ao mesmo tempo em que gosto de colecionar, também acredito que uma peça foi feita para ser apreciada e utilizada. Não gostaria de ter uma coleção onde os aparelhos ficam apenas guardados em uma gaveta, servindo somente como objetos de exposição.

Por outro lado, também tenho consciência de que algumas dessas peças antigas merecem um cuidado especial. São aparelhos que atravessaram décadas, passaram pelas mãos de outros usuários e chegaram até nós em excelente estado. São verdadeiras testemunhas da história do barbear e, por isso, tento encontrar um equilíbrio entre preservar e utilizar.

A forma que encontrei foi criar um pequeno sistema de rodízio.

Como faço a barba duas vezes por semana, organizei minha rotina da seguinte maneira:

* Na primeira semana de cada mês, utilizo um barbeador vintage.
* Nas outras três semanas do mês, utilizo os barbeadores modernos.

Dessa forma, ao longo de um ano consigo utilizar todos os meus barbeadores vintage pelo menos uma vez. Cada máquina antiga terá sua oportunidade de voltar ao trabalho, mas sem uma frequência que possa acelerar desgastes desnecessários.

Minha ideia é deixar os modernos fazerem o trabalho pesado do dia a dia, enquanto os antigos passam por uma espécie de "fisioterapia": uma vez por ano voltam ao uso, fazem algumas barbas e continuam ativos, preservando sua história.

Um caso especial é o meu Gillette ABC de 1908. Por ser uma peça extremamente querida da coleção, com quase 120 anos de história, pretendo utilizá-lo o mínimo possível. A partir de janeiro de 2027, ele terá um lugar reservado: será usado apenas no meu aniversário, no dia 15 de janeiro.

Será uma forma de manter viva a história do barbeador, mas respeitando sua idade e sua importância dentro da coleção.

Já os barbeadores modernos ficam responsáveis pelo uso mais frequente, pois foram desenvolvidos com uma proposta mais voltada para a rotina. Porém, mesmo entre eles, procuro respeitar alguns critérios.

Um deles é evitar colocar barbeadores mais agressivos em semanas consecutivas. Um aparelho com maior exposição de lâmina ou um open comb mais eficiente pode exigir mais da pele, então procuro sempre alternar com máquinas mais suaves ou confortáveis.

A ideia é não transformar o rodízio em uma simples sequência aleatória, mas sim criar uma experiência equilibrada, onde eu consiga conhecer melhor cada barbeador e aproveitar as características de cada um.

Claro que isso não é uma regra fixa. O barbear tradicional também tem muito de momento, vontade e preferência pessoal. Existem dias em que você olha para determinado barbeador e pensa: "Hoje será ele". Afinal, a coleção também existe para proporcionar prazer.

Não vou cansar os vossos ouvidos trazendo aqui a descrição individual de cada peça da coleção, pois acredito que o mais interessante é compartilhar as experiências de uso, as histórias e as sensações que cada aparelho proporciona durante o barbear.

Esse conceito pode ser aplicado não somente aos barbeadores, mas também a outros itens da rotina de barbear: lâminas, pincéis, cremes, sabões e pós-barba.

E vocês, amigos foristas, possuem algum sistema de rodízio para utilizar suas coleções?

Ou são do time que abre a gaveta, olha para os barbeadores e pensa: "Hoje vai ser esse aqui mesmo"?

ABS,

Igor.
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  • thony
Eu escolho o barbeador do fia aleatoriamente, vai de olhar e dizer: é este.
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  • Joao Americo, Maximus Brow



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