Prezadíssimo João Américo,
Boa combinação — um conjunto particularmente harmonioso no que apresentas.
Mas diga-me: estou correto ao entender que vossa senhoria, em um ato de puro rebeldismo, decidiu recorrer ao navalhete em detrimento dos previsíveis e modernos barbeadores? Há nisso um certo gesto quase insurgente, como se a tradição tivesse sido escolhida deliberadamente em vez da conveniência.
E, aproveitando o ensejo, duas breves questões de elevada importância:
1. O creme Palmolive revelou-se eficaz em sua função ou limitou-se a prometer mais do que entrega?
Confesso, inclusive, uma curiosidade pessoal: guardo boas memórias do sabonete da mesma marca, o que me faz suspeitar que o creme possa seguir a mesma linhagem de simplicidade honesta e tradição bem executada.
2. E o after shave da Bozano — comportou-se como um digno aliado pós-barbear ou como um alquimista algo excessivo em sua ardência, lembrando ao usuário, com certa impiedade, cada passagem da lâmina?
Receba um grande abraço,
deste humilde observador das artes do barbear clássico.