Muito bom o texto, Igor.
Quando eu era mais novo, sofria constantemente com vermelhidão e pelos encravados. Minha experiência com o barbear era péssima, tanto faz se usava multilâminas de última geração ou barbeador elétrico.
Quando conheci o barbear tradicional, essa mesma fagulha que você descreveu no post acendeu em mim. Na época me veio à mente aquela frase clássica de Lavoisier: "nada se cria, tudo se transforma". A questão é que, às vezes, as transformações do mercado não são para melhor.
Ficava pensando: a humanidade passou séculos aprimorando lâminas, geometrias e sabões, e parece que o auge dessa engenharia prática ficou algumas décadas para trás. Hoje, no entanto, a sensação é de estarmos cercados pela "cópia da cópia da cópia" (como no Clube da Luta). Trocamos ferramentas de metal feitas para durar a vida inteira por pedaços de plástico descartáveis, enquanto nos tornamos reféns de conveniências vazias e anestesiados por telas.
Sinto que hoje o prazer das pequenas coisas é desconhecido, pois tudo o que importa agora é quantos seguidores você tem ou quantas curtidas o seu post faz.
Acredito que aqui temos um elemento central em comum: o resgate das coisas que o mundo moderno nos roubou aos poucos.
Quando eu me barbeio hoje em dia, não é mais pelo simples fato de me parecer melhor apessoado, mas porque é um momento no existir. O famoso ser/estar que está em falta.
Talvez seja esse o poder que as coisas vintage exercem em nós.
Isso não significa que os aparelhos modernos sejam ruins; pelo contrário, quando um design atual respeita a história do que realmente funciona e apenas aprimora materiais e precisão, o resultado é fantástico. Mas a verdadeira involução esteve em tentar reinventar a roda com o plástico descartável.
Portanto, respondendo à sua pergunta sobre o que dá mais satisfação: para mim, o vintage ganha com folga, pois entrega alma e presença.
Quando eu era mais novo, sofria constantemente com vermelhidão e pelos encravados. Minha experiência com o barbear era péssima, tanto faz se usava multilâminas de última geração ou barbeador elétrico.
Quando conheci o barbear tradicional, essa mesma fagulha que você descreveu no post acendeu em mim. Na época me veio à mente aquela frase clássica de Lavoisier: "nada se cria, tudo se transforma". A questão é que, às vezes, as transformações do mercado não são para melhor.
Ficava pensando: a humanidade passou séculos aprimorando lâminas, geometrias e sabões, e parece que o auge dessa engenharia prática ficou algumas décadas para trás. Hoje, no entanto, a sensação é de estarmos cercados pela "cópia da cópia da cópia" (como no Clube da Luta). Trocamos ferramentas de metal feitas para durar a vida inteira por pedaços de plástico descartáveis, enquanto nos tornamos reféns de conveniências vazias e anestesiados por telas.
Sinto que hoje o prazer das pequenas coisas é desconhecido, pois tudo o que importa agora é quantos seguidores você tem ou quantas curtidas o seu post faz.
Acredito que aqui temos um elemento central em comum: o resgate das coisas que o mundo moderno nos roubou aos poucos.
Quando eu me barbeio hoje em dia, não é mais pelo simples fato de me parecer melhor apessoado, mas porque é um momento no existir. O famoso ser/estar que está em falta.
Talvez seja esse o poder que as coisas vintage exercem em nós.
Isso não significa que os aparelhos modernos sejam ruins; pelo contrário, quando um design atual respeita a história do que realmente funciona e apenas aprimora materiais e precisão, o resultado é fantástico. Mas a verdadeira involução esteve em tentar reinventar a roda com o plástico descartável.
Portanto, respondendo à sua pergunta sobre o que dá mais satisfação: para mim, o vintage ganha com folga, pois entrega alma e presença.
