Concordo, Igor. Velocidade é pura consequência de horas de voo e memória muscular, nunca um objetivo final.
Para mim, o prazer do ritual reside justamente na multiplicidade de variáveis: selecionar a máquina, a lâmina, o sabão/creme/croap e o pós-barba que finalizará na pele. O fascínio do hobby é essencialmente empírico. Às vezes, alterar um único elemento em uma rotação consolidada basta para elevar o barbear a um nível impecável (ou resultar em algo esquisitamente pior). Acredito que essa busca por afinar a equação que mantém o interesse vivo.
E isso me faz pensar sobre a questão da velocidade sob outro prisma: se a rapidez é fruto do domínio absoluto de um conjunto, por que continuamos comprando máquinas novas? A meu ver, parte desse impulso é inconsciente: queremos justamente romper a automatização e reiniciar a curva de aprendizado. A velocidade final apenas comprova a proficiência adquirida; o verdadeiro prazer está no processo deliberado de domar uma geometria inédita do zero até que o corte volte a ser instintivo.
Para mim, o prazer do ritual reside justamente na multiplicidade de variáveis: selecionar a máquina, a lâmina, o sabão/creme/croap e o pós-barba que finalizará na pele. O fascínio do hobby é essencialmente empírico. Às vezes, alterar um único elemento em uma rotação consolidada basta para elevar o barbear a um nível impecável (ou resultar em algo esquisitamente pior). Acredito que essa busca por afinar a equação que mantém o interesse vivo.
E isso me faz pensar sobre a questão da velocidade sob outro prisma: se a rapidez é fruto do domínio absoluto de um conjunto, por que continuamos comprando máquinas novas? A meu ver, parte desse impulso é inconsciente: queremos justamente romper a automatização e reiniciar a curva de aprendizado. A velocidade final apenas comprova a proficiência adquirida; o verdadeiro prazer está no processo deliberado de domar uma geometria inédita do zero até que o corte volte a ser instintivo.
