Sabão de barbear: Cuidado Excessivo, Hipocondria Saboeira ou Pura Paranoia?
Prezados confrades,
Já venho compartilhando, há algum tempo, algumas das minhas pequenas manias no universo do wet shaving. Gosto de cremes de barbear, espumas em lata e, claro, de um bom e velho sabão de barbear.
Nesse meio, convivemos com os sabões mais macios, gentilmente conhecidos como croaps, e com os tradicionais sabões duros.
Atualmente, não possuo mais nenhum croap em minha modesta coleção. Restaram alguns cremes, algumas espumas em lata e um único sabão duro.
Para facilitar o carregamento do pincel, costumo adotar um pequeno ritual: deposito uma reduzida quantidade de água sobre sua superfície por alguns minutos. Isso amolece a camada superior e torna o carregamento muito mais agradável.
Até aqui, tudo muito bem.
Mas... e depois?
É justamente nesse momento que começa a minha paranoia.
Como devemos proceder para conservar o sabão em perfeitas condições?
Conforme já mencionei em outras oportunidades, não sou adepto do uso de bowl. Prefiro produzir toda a espuma diretamente no rosto, técnica conhecida entre os praticantes como face lathering. Assim, inevitavelmente, um pincel úmido retorna diversas vezes ao recipiente durante o carregamento.
É justamente aí que nasce minha dúvida.
Qual seria o protocolo ideal para a conservação do sabão após o uso?
Devemos simplesmente descartar a água remanescente e deixá-lo secar?
É recomendável enxaguar sua superfície?
Por quanto tempo o recipiente deve permanecer aberto antes de receber novamente a tampa?
Sei que os sabões de barbear possuem um pH naturalmente alcalino e, em muitos casos, conservantes que dificultam a proliferação de fungos e bactérias. Ainda assim, imagino que alguns cuidados possam contribuir para aumentar sua vida útil.
Afinal, a combinação de água, resíduos microscópicos de pelos, células da pele e um ambiente permanentemente úmido certamente não representa o cenário ideal para qualquer produto cosmético.
Tenho por hábito descartar completamente a água utilizada para amolecer a superfície, carregar o pincel normalmente e, ao término da barba, deixar o recipiente aberto. Na verdade, costumo deixá-lo aberto de um dia para o outro, permitindo que toda a superfície seque completamente. Somente então recoloco a tampa.
Outra prática que adotei é não armazenar meus sabões no banheiro. Como se trata de um ambiente naturalmente úmido, prefiro guardá-los em outro cômodo da casa, mais seco e bem ventilado.
Mas confesso que desconheço se esse procedimento é realmente o mais indicado ou se estou apenas alimentando uma paranoia desnecessária.
Existe algum protocolo amplamente aceito entre os senhores?
Há algum cuidado adicional que valha a pena adotar para preservar o produto por muitos anos?
Ou estou apenas sofrendo de um raro quadro de "hipocondria saboeira", imaginando problemas onde eles sequer existem?
Gostaria também de ouvir as sempre bem-vindas considerações do nosso amigo Leonardo Ruas. Tenho a impressão de que ele já testou praticamente todas as combinações possíveis envolvendo pincéis, sabões e protocolos de conservação. Se houver um procedimento consagrado, desconfio de que ele o conheça.
Fico na expectativa de aprender com a experiência dos confrades.
Obrigado,
Igor
Prezados confrades,
Já venho compartilhando, há algum tempo, algumas das minhas pequenas manias no universo do wet shaving. Gosto de cremes de barbear, espumas em lata e, claro, de um bom e velho sabão de barbear.
Nesse meio, convivemos com os sabões mais macios, gentilmente conhecidos como croaps, e com os tradicionais sabões duros.
Atualmente, não possuo mais nenhum croap em minha modesta coleção. Restaram alguns cremes, algumas espumas em lata e um único sabão duro.
Para facilitar o carregamento do pincel, costumo adotar um pequeno ritual: deposito uma reduzida quantidade de água sobre sua superfície por alguns minutos. Isso amolece a camada superior e torna o carregamento muito mais agradável.
Até aqui, tudo muito bem.
Mas... e depois?
É justamente nesse momento que começa a minha paranoia.
Como devemos proceder para conservar o sabão em perfeitas condições?
Conforme já mencionei em outras oportunidades, não sou adepto do uso de bowl. Prefiro produzir toda a espuma diretamente no rosto, técnica conhecida entre os praticantes como face lathering. Assim, inevitavelmente, um pincel úmido retorna diversas vezes ao recipiente durante o carregamento.
É justamente aí que nasce minha dúvida.
Qual seria o protocolo ideal para a conservação do sabão após o uso?
Devemos simplesmente descartar a água remanescente e deixá-lo secar?
É recomendável enxaguar sua superfície?
Por quanto tempo o recipiente deve permanecer aberto antes de receber novamente a tampa?
Sei que os sabões de barbear possuem um pH naturalmente alcalino e, em muitos casos, conservantes que dificultam a proliferação de fungos e bactérias. Ainda assim, imagino que alguns cuidados possam contribuir para aumentar sua vida útil.
Afinal, a combinação de água, resíduos microscópicos de pelos, células da pele e um ambiente permanentemente úmido certamente não representa o cenário ideal para qualquer produto cosmético.
Tenho por hábito descartar completamente a água utilizada para amolecer a superfície, carregar o pincel normalmente e, ao término da barba, deixar o recipiente aberto. Na verdade, costumo deixá-lo aberto de um dia para o outro, permitindo que toda a superfície seque completamente. Somente então recoloco a tampa.
Outra prática que adotei é não armazenar meus sabões no banheiro. Como se trata de um ambiente naturalmente úmido, prefiro guardá-los em outro cômodo da casa, mais seco e bem ventilado.
Mas confesso que desconheço se esse procedimento é realmente o mais indicado ou se estou apenas alimentando uma paranoia desnecessária.
Existe algum protocolo amplamente aceito entre os senhores?
Há algum cuidado adicional que valha a pena adotar para preservar o produto por muitos anos?
Ou estou apenas sofrendo de um raro quadro de "hipocondria saboeira", imaginando problemas onde eles sequer existem?
Gostaria também de ouvir as sempre bem-vindas considerações do nosso amigo Leonardo Ruas. Tenho a impressão de que ele já testou praticamente todas as combinações possíveis envolvendo pincéis, sabões e protocolos de conservação. Se houver um procedimento consagrado, desconfio de que ele o conheça.
Fico na expectativa de aprender com a experiência dos confrades.
Obrigado,
Igor
