OK OK OK! vamos falar das elétricas.
Prezados foristas,
Esses dias fiquei pensando em como as máquinas de barbear elétricas conseguiram conquistar tanto espaço em um mercado que, durante décadas, era dominado pelas lâminas.
Tudo começou com o coronel americano Jacob Schick, que patenteou seu barbeador elétrico em 1930. Em 18 de março de 1931, o primeiro modelo realmente prático chegou às lojas de Nova York. Custava US$ 25, uma pequena fortuna para a época (equivalente a mais de US$ 400 atualmente), mas, mesmo assim, fez sucesso. Em poucos anos, centenas de milhares de aparelhos já estavam em uso, mostrando que havia um público disposto a trocar a lâmina pela praticidade.
O mais curioso é que o próprio Schick havia construído sua carreira vendendo barbeadores de lâminas injetáveis. Foi justamente o sucesso das lâminas que financiou o desenvolvimento de uma tecnologia que, em teoria, poderia competir com elas.
Na mesma época, empresas como Remington e Philips perceberam o potencial desse mercado. A Philips lançou seu primeiro barbeador rotativo em 1939, um conceito tão eficiente que continua sendo utilizado até hoje, embora muito mais moderno.
Mas será que as máquinas elétricas realmente roubaram clientes das lâminas?
Na minha opinião, apenas em parte.
Quem realmente mudou o mercado foi a própria Gillette quando lançou o Trac II, em 1971, inaugurando a era dos cartuchos de duas lâminas. Depois vieram o Atra, Sensor, Mach3, Fusion e tantos outros. Foram esses sistemas que fizeram as lâminas de segurança perderem espaço nas prateleiras durante décadas.
As máquinas elétricas seguiram outro caminho. Elas conquistaram quem buscava rapidez, praticidade e um barbear sem espuma, sem pincel e com menos risco de cortes.
A Gillette também percebeu que esse mercado tinha futuro e passou a atuar no segmento de barbeadores elétricos por meio da Braun, marca que se tornou uma de suas principais referências nesse segmento.
No fim das contas, acho curioso como essas tecnologias nunca eliminaram umas às outras. Mais de 90 anos depois do primeiro barbeador elétrico da Schick, continuamos vendo máquinas Philips e Gillette dividindo espaço com aparelhos de cartucho e, felizmente para nós, com as boas e velhas lâminas de segurança.
É interessante perceber que, mais de 9 décadas depois, as três tecnologias — máquina elétrica, cartucho e lâmina de segurança — continuam coexistindo. Nenhuma delas eliminou completamente as outras. Cada uma encontrou seu próprio público e atende a necessidades diferentes.
Confesso que gosto da história das máquinas elétricas e reconheço toda a praticidade delas. Mas, para mim, elas nunca conseguiram substituir aquele momento de preparar uma boa espuma, escolher a lâmina do dia e transformar o barbear em um pequeno ritual.
E vocês? Já tiveram alguma máquina elétrica que realmente impressionou ou sempre acabaram voltando para o barbear tradicional?
Eu, por minha vez, uso máquina elétrica apenas para remover os pelos do nariz. Tenho uma Philips há mais de 20 anos e ela continua firme e forte. Porém, nunca consegui realmente sentir prazer em utilizá-la para fazer a barba.
Como sou adepto do BBS, gosto daquela sensação de rosto completamente liso, e nenhuma máquina elétrica, por melhor que seja, conseguiu me proporcionar essa experiência.
Abs.,
Igor.
Prezados foristas,
Esses dias fiquei pensando em como as máquinas de barbear elétricas conseguiram conquistar tanto espaço em um mercado que, durante décadas, era dominado pelas lâminas.
Tudo começou com o coronel americano Jacob Schick, que patenteou seu barbeador elétrico em 1930. Em 18 de março de 1931, o primeiro modelo realmente prático chegou às lojas de Nova York. Custava US$ 25, uma pequena fortuna para a época (equivalente a mais de US$ 400 atualmente), mas, mesmo assim, fez sucesso. Em poucos anos, centenas de milhares de aparelhos já estavam em uso, mostrando que havia um público disposto a trocar a lâmina pela praticidade.
O mais curioso é que o próprio Schick havia construído sua carreira vendendo barbeadores de lâminas injetáveis. Foi justamente o sucesso das lâminas que financiou o desenvolvimento de uma tecnologia que, em teoria, poderia competir com elas.
Na mesma época, empresas como Remington e Philips perceberam o potencial desse mercado. A Philips lançou seu primeiro barbeador rotativo em 1939, um conceito tão eficiente que continua sendo utilizado até hoje, embora muito mais moderno.
Mas será que as máquinas elétricas realmente roubaram clientes das lâminas?
Na minha opinião, apenas em parte.
Quem realmente mudou o mercado foi a própria Gillette quando lançou o Trac II, em 1971, inaugurando a era dos cartuchos de duas lâminas. Depois vieram o Atra, Sensor, Mach3, Fusion e tantos outros. Foram esses sistemas que fizeram as lâminas de segurança perderem espaço nas prateleiras durante décadas.
As máquinas elétricas seguiram outro caminho. Elas conquistaram quem buscava rapidez, praticidade e um barbear sem espuma, sem pincel e com menos risco de cortes.
A Gillette também percebeu que esse mercado tinha futuro e passou a atuar no segmento de barbeadores elétricos por meio da Braun, marca que se tornou uma de suas principais referências nesse segmento.
No fim das contas, acho curioso como essas tecnologias nunca eliminaram umas às outras. Mais de 90 anos depois do primeiro barbeador elétrico da Schick, continuamos vendo máquinas Philips e Gillette dividindo espaço com aparelhos de cartucho e, felizmente para nós, com as boas e velhas lâminas de segurança.
É interessante perceber que, mais de 9 décadas depois, as três tecnologias — máquina elétrica, cartucho e lâmina de segurança — continuam coexistindo. Nenhuma delas eliminou completamente as outras. Cada uma encontrou seu próprio público e atende a necessidades diferentes.
Confesso que gosto da história das máquinas elétricas e reconheço toda a praticidade delas. Mas, para mim, elas nunca conseguiram substituir aquele momento de preparar uma boa espuma, escolher a lâmina do dia e transformar o barbear em um pequeno ritual.
E vocês? Já tiveram alguma máquina elétrica que realmente impressionou ou sempre acabaram voltando para o barbear tradicional?
Eu, por minha vez, uso máquina elétrica apenas para remover os pelos do nariz. Tenho uma Philips há mais de 20 anos e ela continua firme e forte. Porém, nunca consegui realmente sentir prazer em utilizá-la para fazer a barba.
Como sou adepto do BBS, gosto daquela sensação de rosto completamente liso, e nenhuma máquina elétrica, por melhor que seja, conseguiu me proporcionar essa experiência.
Abs.,
Igor.
