Pergunta aos amigos do BTB.

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Pergunta aos amigos do BTB.

Caros amigos do barbear tradicional,

Gostaria de fazer uma pergunta aos amigos do fórum: qual tema vocês mais gostam de conversar, discutir e trocar ideias quando o assunto é barbear clássico?

Lâminas? Safety razors? Pincéis? Sabões e cremes? Navalhas?, as fotos do Insta do João Americo?

Eu, particularmente, gosto muito de falar sobre três assuntos:

1. Barbeadores vintage. É algo que aprecio muito e sobre o qual consigo passar horas conversando com um amigo.

2. Barbeadores open comb. É, sem dúvida, o meu estilo preferido de barbeador.

3. E, finalmente, falar mal do King C. Gillette.

Sim, eu simplesmente não consigo compreender como um aparelho tão aquém do nome que carrega pode ser associado ao próprio criador da Gillette.

A máquina é cara, pouco eficiente e, na minha opinião, absolutamente indigna da alcunha que recebeu.

Confesso aos vossos senhores que, quando estou de mal com a vida, vou para o meu banheiro com o KCG na mão, observo-o atentamente e o insulto das formas mais inimagináveis.

E, depois de três ou quatro minutos nessa prática, estou pronto para encarar a vida de frente. Nada de Rivotril... apenas uma boa sessão de desabafo.

Mas vamos deixar minhas preferências e minhas amarguras de lado.

Quero saber de vocês: quais são os temas de que vocês mais gostam de falar, discutir, debater e trocar experiências?

Lâminas, máquinas, técnicas, história, fabricantes, produtos ou alguma outra coisa?

Estou curioso para saber.

Abraços,
5 curtida(s) para esse Post:
  • GPrime97, Haok, Joao Americo, RuasMensGrooming, thony
No meu caso, s m dúvida: falar d máquinas
4 curtida(s) para esse Post:
  • fsmishima, Haok, Joao Americo, Maximus Brow
Caro Thonny,

Creio que, se tivéssemos um grupo no WhatsApp apenas para falar de barbeadores atuais e vintage, passaríamos uns 70% do nosso dia trocando mensagens.

Família? Trabalho? Filhos? Casamento? Tudo seria relegado à famosa frase:

“Depois eu vejo isso.”

abs.
3 curtida(s) para esse Post:
  • fsmishima, Haok, Joao Americo
Quando o assunto é o barbear clássico, sinto que depende do público.

Quando estou com colegas que também são entusiastas e colecionadores, a conversa vai longe, passando sobre máquinas, lâminas, navalhas, pedras, afiação (o tema de afiação por si só rende umas boas horas de conversa).

Porém, quando a roda de colegas não conhece o tema, geralmente começo contando como descobri o hobby. Depois disso é natural que algumas perguntas interessantes apareçam e é neste momento que eu começo a descer na toca do coelho! Eu tive um amigo inclusive que começou no barbear clássico assim. Viu alguma foto que eu havia postado uns anos atrás, me fez algumas perguntas e alguns dias depois me mandou uma foto de uma safety razor e uma caixinha de lâminas.
4 curtida(s) para esse Post:
  • Anderson Rios, Joao Americo, Maximus Brow, thony
Caro Haok,

Está lançado o desafio!

Se possível, faça um post contando sua trajetória no barbear clássico: como começou, de onde veio seu interesse pelo assunto e o que o levou a entrar nesse mundo.

Se puder, seria muito interessante incluir também fotos de alguns dos equipamentos que fizeram e ainda fazem parte dessa história.

Creio que, assim como eu, os demais colegas também estão ávidos para saber como, onde e por que esse hobby começou para você.

Um grande abraço!
4 curtida(s) para esse Post:
  • fsmishima, Haok, Joao Americo, thony
(29-09-2026)Maximus Brow Escreveu: Caro Haok,

Está lançado o desafio!

Se possível, faça um post contando sua trajetória no barbear clássico: como começou, de onde veio seu interesse pelo assunto e o que o levou a entrar nesse mundo.

Se puder, seria muito interessante incluir também fotos de alguns dos equipamentos que fizeram e ainda fazem parte dessa história.

Creio que, assim como eu, os demais colegas também estão ávidos para saber como, onde e por que esse hobby começou para você.

Um grande abraço!

Pode deixar, em breve prepararei um post contando um pouco mais sobre a minha trajetória! Vou tirar um tempo para fotografar algumas coisas também!

Abraços!
2 curtida(s) para esse Post:
  • Joao Americo, Maximus Brow
Prezado Haok,

Me diga, qual é a sua opinião sobre o King C. Gillette? Estou falando do aparelho, evidentemente, e não do fundador da companhia.

Eu tenho muitas críticas e ressalvas em relação a esse barbeador e, principalmente, ao nome que foi colocado nele. Se a Gillette tivesse realmente fabricado um open comb e decidido colocar o nome do fundador na máquina, seria muito mais justo e, historicamente, muito mais coerente.

Mas, como não vivemos em um mundo justo, o barbeador escolhido para levar o nome do Sr. Gillette é justamente um aparelho que, na minha opinião, deixa bastante a desejar.

Por outro lado, se analisarmos a questão pelo prisma comercial, a chance de a Gillette fabricar, em pleno 2026, um barbeador minimamente eficiente, ou melhor ainda, um open comb, parece ser praticamente a mesma de eu passar as próximas férias no lado escuro da Lua. Ou seja: zero.

Mas vamos deixar minhas angústias de lado. O que você tem a dizer sobre o KCG, considerando que é um assíduo e entusiasmado usuário de navalhas fixas?

ABS.
2 curtida(s) para esse Post:
  • Haok, thony
(06-10-2026)Maximus Brow Escreveu: Prezado Haok,

Me diga, qual é a sua opinião sobre o King C. Gillette? Estou falando do aparelho, evidentemente, e não do fundador da companhia.

Eu tenho muitas críticas e ressalvas em relação a esse barbeador e, principalmente, ao nome que foi colocado nele. Se a Gillette tivesse realmente fabricado um open comb e decidido colocar o nome do fundador na máquina, seria muito mais justo e, historicamente, muito mais coerente.

Mas, como não vivemos em um mundo justo, o barbeador escolhido para levar o nome do Sr. Gillette é justamente um aparelho que, na minha opinião, deixa bastante a desejar.

Por outro lado, se analisarmos a questão pelo prisma comercial, a chance de a Gillette fabricar, em pleno 2026, um barbeador minimamente eficiente, ou melhor ainda, um open comb, parece ser praticamente a mesma de eu passar as próximas férias no lado escuro da Lua. Ou seja: zero.

Mas vamos deixar minhas angústias de lado. O que você tem a dizer sobre o KCG, considerando que é um assíduo e entusiasmado usuário de navalhas fixas?

ABS.

Caro Igor,

Este safety razor da linha King C. Gillette carrega um valor sentimental indiscutível para mim, já que foi um presente carinhoso da minha esposa em uma época de vida bastante atribulada. Sentimentos à parte, concordo com muitas das suas inquietações e tenho algumas ponderações bem pragmáticas sobre a peça.

Em primeiro lugar, há a questão do custo-benefício e da acessibilidade imediata: aqui no mercado perto de casa ele costuma figurar na faixa dos R$ 120. Pela usinagem e acabamento cromado apresentados, é um valor justo para quem quer entrar no hobby sem ter de recorrer à importação ou esperar semanas pelos Correios.

Outro ponto positivo é a massa do conjunto. Ele tem um peso substancial no cabo, o que considero excelente para iniciantes. A gravidade faz o trabalho por si só, educando a mão a não colocar aquela pressão vertical excessiva que tanta gente traz do vício dos multilâminas plásticos descartáveis.

Agora, concordo plenamente com você no aspecto histórico: batizar uma máquina com o nome de batismo do King Camp Gillette e entregá-la com um cabeçote fechado tradicional é uma incoerência flagrante com as origens da marca. Dá a nítida impressão de que a equipe de marketing e desenvolvimento de produto da P&G sequer abriu os arquivos de patentes do início do século XX.

Entendo, contudo, o pragmatismo corporativo por trás dessa escolha covarde. O público-alvo dessa linha não somos nós. O alvo é o homem comum de supermercado que compra por curiosidade estética. Um open comb nas mãos de quem acabou de largar um Mach3 resultaria em banhos de sangue, irritações severas e devoluções em massa. Acho que a decisão do closed comb e a exposição conservadora de lâmina deixam a margem de erro muito mais complacente.

Com isso em mente, é óbvio que o King C. Gillette passa longe de ser o meu aparelho preferido na bancada. Uma Merkur Futur entrega uma eficiência de corte, peso dinâmico e flexibilidade infinitamente superiores, mas estamos falando de um patamar que hoje beira os R$ 800 via importação. Para a prateleira da farmácia da esquina, os R$ 120 do KCG cumprem tabela.

O que realmente beira o absurdo é o ecossistema que empurraram junto com a máquina. As lâminas da linha que vêm naquela caixinha azul com detalhes em cobre são de fabricação nacional, mas custam cerca de R$ 24 a cartela dupla com 10 unidades, saindo a R$ 2,40 por lâmina. Cobrar esse valor numa lâmina produzida aqui dentro é um contrassenso absoluto quando em qualquer loja de cosméticos do centro da cidade você encontra caixas de lâminas Lord ou Wilkinson Sword nacionais por menos de R$ 2,00 a caixinha.

Quanto aos cosméticos que acompanham a linha, o aroma é excessivamente genérico e sintético. Perderam uma chance de ouro de recorrer à nostalgia, formulando algo com perfil clássico de barbearia antiga ou notas frescas e mentoladas que remetessem aos clássicos do passado (o bom e velho creme Palmindaya, por exemplo, custa uma fração disso e me transporta instantaneamente para a memória do meu avô).

No fim das contas, a ironia dessa jogada é quase poética. Na administração de empresas existe o consagrado "Modelo Lâmina e Aparelho" (Razor and Blades Business Model), batizado exatamente por causa do velho King Camp Gillette no século passado: você vende o suporte a preço de custo ou com margem mínima para lucrar indefinidamente vendendo as lâminas proprietárias. No caso do KCG moderno, eles tentaram empurrar o mesmo modelo de retenção em um sistema universal e aberto, achando que o consumidor pagaria R$ 2,40 numa lâmina double edge só pela estampa da caixa.

O aparelho é honesto para abrir a porta de entrada de novos confrades, mas está a anos-luz de representar um retorno real e apaixonado da Gillette às suas raízes históricas.
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  • GMMCM, Joao Americo
Eu particularmente divirjo da maiorias dos Foristas no que tange a aceitação desse Safety Razor em pauta, pois eu adoro o KCG pela suavidade,peso, acabamento pois no meu arsenal de 30 aparelhos SR, encontra-se uma variedade grande entre os quais nomeio: Feather Butterfly,Parker Variant Ajustável pente aberto,QShave Tales ajustável, Chaoke Ajustável, Schick Butterfly, Wilkinson Butterfly,Enox,Viking,Bali,entre outros colocando o KCG entre os melhores .estava me esquecendo do meu novo xodó o Colorlamb Single Edge,que estou amando rsrs
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 06-10-2026 por Marco Antonio.)
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  • Haok, Joao Americo
(06-10-2026)Marco Antonio Escreveu: Eu particularmente divirjo da maiorias dos Foristas no que tange a aceitação desse Safety Razor em pauta, pois eu adoro o KCG pela suavidade,peso, acabamento pois no meu arsenal de 30 aparelhos SR, encontra-se uma variedade grande entre os quais nomeio: Feather Butterfly,Parker Variant Ajustável pente aberto,QShave Tales ajustável, Chaoke Ajustável, Schick Butterfly, Wilkinson Butterfly,Enox,Viking,Bali,entre outros colocando o KCG entre os melhores .estava me esquecendo do meu novo xodó o Colorlamb Single Edge,que estou amando rsrs

Não sei se sua opinião diverge mesmo da maioria, eu arriscaria dizer que o King C Gillette tem sua base de aceitação, e eu me incluo nela. Comprar um KCG ao preço de quase R$ 200,00 (ou até mais) não é muito sensato, mas quando o preço fica abaixo de R$ 150,00 (já vi até abaixo de R$ 100,00) eu acho que ele entrega bastante benefício pelo custo.

A análise do colega Haok é excelente. Comentando também com ironia: talvez a verdadeira 'homenagem' da P&G ao criador dos safety razors de que tanto discutimos seja justamente essa lógica de margens (que, na época, contava ainda com a vantagem da proteção por patentes) e compras repetidas que continua valendo até hoje.
2 curtida(s) para esse Post:
  • Haok, Maximus Brow



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